Friday, October 10, 2008

As series da nossa Memoria





Podem ver-se os respectivos generidos no youtube
E as bandas sonoras em:
http://www.coucoucircus.org/series/generique.php?id=593E as Ilhas Perdidas aqui:
http://www.dailymotion.com/video/x4axvc_lost-island-lile-perdue-generique_fun
Dois anos de ferias ((com o Cow-Boy dos pequenos Vagabundos)Deux ans de vacances" de Gilles Grangier/Claude Desailly aqui:
http://br.youtube.com/watch?v=G8hHqYwaJUI
A série é baseada na obra de Verne
E já agora os pequenos vagabundos aqui:
http://www.dailymotion.com/group/82808
E os 4 blindados e seu cão aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=GeJI_iBlauw
De todas estas evocações televisivas esta deve ser uma das que me deu mais gozo pesquisar pois, como poderão imaginar, os meus conhecimentos de polaco não são muito abundantes e só a sorte me ajudou a lá chegar. A série evocada chama-se, no original, Czterej pancerni i pies, num verdadeiro espírito de sobriedade característico do realismo socialista, que foi respeitado na tradução portuguesa para Os Quatro do Blindado e o seu Cão.

É de origem polaca e data de 1966 embora, como é de prever, só tenha passado na RTP depois do 25 de Abril (1975). É uma história de guerra que, como o próprio título indica, envolve a tripulação de um tanque (um T-34 soviético, com o número 102 e alcunhado de Rudy) que combate contra os alemães numa unidade polaca conjuntamente com o Exército Vermelho durante a 2ª Guerra Mundial.
LAGARDERE aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=kM5BFVaQAps
QUE SAUDADES FAZ BEM Á MEMÓRIA

Tuesday, February 19, 2008

QUE PRENDA FANTASTICA BOTÕES DE PUNHO "SUBBUTEO"






VER www.firebox.com



já não há limites para o revivalismo e está na moda matar "saudades" do seculo passado.
Agora já não falta inventar quase nada, desde guitarras e baquetas de bateria USB até
"gadgets" para digitalização de cassetes audio vale tudo para voltar ao passado.
Mas butões de punho SUBBUTEO enfim...desta vez foram longe demais.
Já agora uma pergunta ?
Pode-se jogar no campo com o boneco (botão de punho)?
parece que sim ...!!!

Thursday, February 07, 2008

QUEM NÂO SE LEMBRA DO VIVÀMUSICA


«Magazine musical que vai para o ar quinzenalmente e é inteiramente dedicado à musica rock portuguesa incluindo também um noticiário de actualidades musicais. Serão igualmente divulgadas as posições no TNT (Todos No Top)».

Programa da autoria de Jorge Pego, João Egreja e Manuel Medeiros. Produção de Manuel Medeiros e apresentação de Jorge Pego.

Nasceu para fazer o aproveitamento dos telediscos que iam chegando todos os dias à RTP. O autor e apresentador era Jorge Pêgo que na mesma altura apresentava o programa "TNT - Todos No Top" na Comercial. Trabalhava em rádio desde o início da década de 70 tendo colaborado em televisão no programa "ligeirissimo" (1977) e na segunda fase de "Semi-Breves" (1979).

Depois de ser convidado para fazer o programa sugere que o programa passe a apoiar a música portuguesa que vivia o emergente "boom" do rock português. O programa começa por ser transmitido, quinzenalmente, na RTP2. Graças à popularidade obtida o programa passa a ser transmitido, todas as semanas, pela RTP1.

Os três primeiros programas foram apresentados na RTP-2. O primeiro programa foi dedicado ao Rock, o segundo à Banda do Casaco e o terceiro ao último álbum de Sérgio Godinho ("Canto da Boca"). No programa de 10 de Junho de 1981 (Quarta-Feira, RTP2) foram divulgados Banda do casaco ("NoJardim da Celeste"), Dina, Sérgio Godinho e Fisher Z.

Depois de um intervalo, durante o mês de Julho, o programa retomou em Agosto passando a ser transmitido semanalmente na RTP-1 aos sábados ao fim da tarde.

«O programa deve grande parte do seu êxito, numa primeira fase, ao empenhamento, à carolice e amor à música de uma equipa liderada por João Igreja e Manuel Medeiros. Ao ter feito mais de uma centena de telediscos com músicos portugueses contribuiu decisivamente para que se ouvisse mais música portuguesa. Os tempos do boom do rock português foram os tempos em que o programa esteve no cume mais alto da sua popularidade e aceitação.» JORGE PEGO

Em 1986 começou uma segunda série com o trabalho de realização a cargo de Ricardo Nogueira. O programa tinha 25 minutos de emissão. Veio substituir o programa "Videópólis" de Alvaro Costa. Foi também a época em que começaram a ser transmitidos os programas do Europe Chanel e Music Box/Super Channel.

«O projecto inicial tinha como objectivo prioritário de apoiar a divulgação da música portuguesa mas também considerava a música estrangeira. Não tem tido o indispensável suporte de meios técnicos que permitisse incluir a percentagem de produção nacional desejada O que levou a uma maior presença do material internacional. Pode ser que um dia a RTP dê à música outra importância» Jorge Pego, 1987

«Entre a primeira e a segunda séries de Vivamúsica passaram-se três anos. A segunda fase do programa duraria seis meses, e já lá vão oito desde que acabou essa série. [em Abril deste ano]. Estava para voltar em Outubro mas houve um atraso devido à passagem de produção interna para produção externa.»

«O programa, nesta terceira série, inclui o top de vendas nacional. Além de Jorge Pego o programa passou a contar com a participação de Luís Montez. O programa contava também com a colaboração de João Gobern e de Luís Pinheiro de Almeida.»

Friday, January 25, 2008

ANTONIO SERGIO NA RADAR-ENTREVISTA AO DN


Entrevista a António Sérgio (radialista): "Não tenho jeito para a televisão"


CATARINA VASQUES RITO
NATACHA CARDOSO (imagem)
O seu programa A Hora do Lobo acabou ao fim de dez anos no ar, na Rádio Comercial, porque, segundo a estação, não se encaixava na nova grelha. Foi realmente este o motivo?

O argumento foi esse. Que o meu programa não tocava a playlist da rádio. Mas os directores de programas mudaram e os administradores também. Enquanto me deixaram fazer a minha emissão, as coisas correram muito bem, a partir do momento em que me vêm dizer que A Hora do Lobo já não era adequada à nova grelha que vai entrar e que, em simultâneo, a minha voz já não faz parte do alvo etário a que se destina, então o fim era óbvio. Cheguei a ter o director de programas a dizer que era difícil imaginar-me à tarde a apresentar Shakira ou João Pedro Pais. Isso fica para quem o diz. Porque a seguir, se a SIC o quiser, estou a apresentar, em voz off, a Floribella, que não é para o meu grupo etário. É tudo uma questão de colocação de voz... Há um certo amargo na situação, principalmente na parte do " já não serve"!

Mas está de volta à rádio com o programa Viriato 25, na Radar. Como surgiu esta oportunidade?

Depois de resolver toda a questão logística com a Comercial, comecei a falar com pessoas. Houve uma hipótese na Antena 3, mas era para um horário madrugada dentro. Entretanto, falei com o Luís Montez da Radar, que acaba por ser o meu mentor porque nos encontrámos ao fim de dez anos, visto que foi ele que me levou para a Comercial em 97, para fazer A Hora do Lobo. E agora voltamos a encontrarmo-nos. Nesta altura, ele tinha uma proposta para mim, que eu considero de prime time [risos], que é fazer um programa das 23.00 à 01.00. Inicialmente, até era para ser das 22.00. E o mais curioso é que recebo imensas mensagens a dar-me os parabéns, por estar de volta.

Porquê Viriato 25?

Quando chegou a altura de decidir o nome do programa, levei uma lista para falar com o Montez, alguns deles ligados à Hora do Lobo, porque me era difícil fechar esse ciclo. No meio das várias hipóteses pensadas com a minha mulher, escrevi o nome da rua da sede da rádio e o número da porta. O Montez achou piada e ficou.

Começou a fazer rádio na Renascença em 68, onde ficou até 79, e passa para a Rádio Comercial nessa altura, onde fica até 93. Foi aqui que fez programas que ficaram na história como o Som da Frente ou o Loiras, Ruivas ou Morenas...

Foi uma época muito feliz.

Foi nesta altura que conhece a sua mulher e colega de trabalho, Ana Cristina ?

Não. Já nos conhecíamos. O nosso encontro foi em Londres.

Chegou a fazer, na década de oitenta, um programa de televisão com o apresentador Luís Pereira de Sousa....

Isso foi uma espécie de aventura. Foi onde percebi que não tinha jeito para a televisão.

Trabalhou várias vezes com a sua mulher. É uma parceria de sucesso?

É a parceria correcta. A Ana Cristina tem a sua carreira, é consultora de informática, para ela a rádio é mais um hobby do que outra coisa. Claro que existe o facto de ela saber que gosto de ter companhia no trabalho que faço, e a dela especificamente, o que acabou por ser uma parceria que dava resultado. Sempre fui muito intuitivo e ela era uma excelente executante, principalmente em emissões especiais, em que era preciso organizar e esquematizar.

Todos os seus programas foram sobre heavy metal ou música alternativa?

Não. No programa Loiras, Ruivas ou Morenas, que era apresentado por mim, mas era realizado pela Ana Cristina, passava música interpretada só por mulheres de todos os géneros, desde Ellis Regina a Janis Joplin. A tendência era as pessoas pensarem que um programa apresentado por mim seria à partida de rock, que foi o que aconteceu com o Lança-Chamas, que era um programa de heavy metal.

Chegou a fazer programas em horário diurno?

Sim. O Som da Frente chegou a ser à tarde, durante dois anos. Mas não foi por vontade minha, o Luís Filipe Barros estava cansado e queria ter o horário da manhã e fiquei todo contente, porque passava a ter mais público. No entanto, o meu erro foi não ter alterado o conteúdo do programa, que não era apropriado para aquele horário.

Além de locutor foi também editor discográfico. Viu surgir nomes como Pedro Ayres de Magalhães ou os Xutos e Pontapés...

Entre outros. Editei o primeiro álbum dos Xutos, o 78/82, que faz 30 anos em Janeiro. Era já um grupo que se sentia que tinha tudo o que era necessário para vingar. Eram como um diamante em bruto que precisava de ser lapidado. O Pedro Ayres de Magalhães teve um trajecto diferente.

Detesta telemóveis. Ainda não tem um?

Tive de me render há dois anos, por motivos profissionais. Mesmo assim, esqueço-me dele

Wednesday, January 02, 2008

DE VOLTA 1 ANO DEPOIS COM ... O CAMPEONATO MUNDIAL DE FUTEBOL ...OFICIOSO





Campeonato Mundial Oficioso de Futebol


O Campeonato do mundo oficioso de Futebol (UFWC - Unofficial Football World Championships) é uma maneira diferente de calcular a melhor equipa de futebol do mundo, usando um sistema similar ao usado no boxe. O campeão disputa o título em todos os jogos em que participa, quer em competições oficiais, quer em jogos particulares. O campeão em título é a Grécia.

A ideia surgiu originalmente a alguns adeptos escoceses que afirmavam, brincando, que, a Escócia, ao derrotar a Inglaterra (os campeões do mundo de 1966, que ainda não tinham perdido até à data) passava a ser a campeã do mundo.

Muito tempo depois, um sítio da internet foi criado para mostrar os resultados da pesquisa desencadeada por esta ideia. A página foi mencionada na revista conceituada FourFourTwo, o que deu uma publicidade extra.

Não é aprovada pela FIFA, nem tem nenhum apoio oficial, daí o seu carácter oficioso.

Regras:
A primeira equipa a ganhar um jogo internacional foi declarada Campeã do Mundo de Futebol.
O jogo seguinte é considerado uma disputa de título, com os vencedores a conquistarem o título.
No caso de se dar um empate, os detentores do título continuam os campeões. Estes jogos são decididos pelo seu resultado final, isto é, no termo do prolongamento ou das grandes penalidades.
Os títulos são passados de selecção em selecção, nestes moldes, seja em que tipo de jogo for, competição oficial ou um mero jogo amigável.

Tabela de classificação:
Por causa da natureza oficiosa do título, não há nenhum critério válido para classificar os detentores históricos do título. O sítio do UFWC classifica equipas por quantos jogos (em que se decidia o título) ganharam; outros usaram a duração, cumulativa, em que mantiveram o título, entre outros métodos.

Esta tabela classifica as selecções de acordo com o número de jogos que começaram como detentores do título, e em caso de empate, na duração cumulativa da posse do título, como segundo critério, e a data desde que o título foi conquistado pela última vez como terceiro critério.

Referências
↑ As estatísticas da Rússia incluem números respeitantes à União Soviética antes de 1990
↑ As estatísticas da Alemanha incluem números respeitantes à Alemanha Ocidental no período 1945-1990
↑ As estatísticas da República Checa incluem números respeitantes à Checoslováquia antes de 1990
↑ As estatísticas da Irlanda do Norte incluem números respeitantes à Irlanda antes de 1921
↑ A Sérvia nunca deteve o título por seu próprio direito, mas é creditado pela FIFA com os dados das selecções da Reino da Jugoslávia (detentores do título em 1939), República Socialista Federal da Jugoslávia (em 1984) e República Federal da Jugoslávia (em 1995)

Ligações externas:

Site oficial do UFWC ((en))
Site oficial da revista FourFourTwo ((en))

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Mundial_Oficioso_de_FuteboL

Campeonato Mundial Oficioso de Futebol

Campeões actuais SÃO:

A Grécia !!!!!!

Título Actual
Ganho 17 de outubro de 2007
Adversário Turquia
Local Istambul, Turquia
Competição Qualificatórias Euro-2008
Resultado 1-0
Defesas do título
5-0 vs Malta, 17/11/2007
Qualificatórias Euro-2008, Atenas
2-1 vs Hungria, 21/11/2007
Qualificatórias Euro-2008, Budapeste

Próxima decisão do título
Data a definir
Adversário a definir
Local a definir
Competição a definir

Pos. Selecção Jogos como
campeão Dias como
campeão Reinados como
campeão Jogos pelo título
ganhos* Título mantido até

1 Escócia 103 13003 20 86 2007-03-2828 de Março de 2007
2 Inglaterra 88 7506 21 74 2000-06-2020 de Junho de 2000
3 Argentina 61 2443 10 50 1998-07-044 de Julho de 1998
4 Rússia[1] 50 1580 6 41 2000-02-2323 de Fevereiro de 2000
5 Países Baixos 44 1700 8 32 2003-09-1010 de Setembro de 2003
6 Brasil 37 1251 7 29 1988-04-2929 de Abril de 1988
7 Alemanha[2] 36 1198 9 27 2000-06-1717 de Junho de 2000
8 França 34 1333 6 25 2001-03-2828 de Março de 2001
9 Itália 30 1002 9 27 2007-08-2222 de Agosto de 2007
10 Suécia 26 1435 5 25 1989-06-1414 de Junho de 1989
11 Hungria 23 1029 6 16 2007-09-1212 de Setembro de 2007
12 República Checa[3] 23 648 5 15 2004-03-3131 de Março de 2004
13 Espanha 21 1198 4 15 2002-03-2727 de Março de 2002
14 Uruguai 20 1031 6 16 2006-11-1515 de Novembro de 2006
15 Suíça 14 1124 7 9 1994-06-2626 de Junho de 1994
16 Áustria 14 816 2 12 1968-06-1616 de Junho de 1968
17 País de Gales 13 1821 8 12 1988-09-1414 de Setembro de 1988
18 Colômbia 13 1109 3 8 1995-01-3131 de Janeiro de 1995
19 Chile 13 1066 4 11 1982-03-3030 de Março de 1982
20 Paraguai 11 452 2 7 1979-12-055 de Dezembro de 1979
21 Peru 11 308 4 7 1982-06-2222 de Junho de 1982
22 Romênia 10 269 4 8 2006-05-2323 de Maio de 2006
23 Bulgária 9 422 3 6 1985-09-044 de Setembro de 1985
24 Irlanda do Norte[4] 8 2709 4 5 1933-10-1414 de Outubro de 1933
25 Grécia 8 343† 2 8 Campeões actuais
26 Angola 8 280 1 7 2005-03-2727 de Março de 2005
27 Zimbabwe 8 195 1 7 2005-10-088 de Outubro de 2005
28 Bélgica 7 188 4 5 1990-01-1717 de Janeiro de 1990
29 Costa Rica 6 160 1 5 1963-09-044 de Setembro de 1963
30 Sérvia[5] 5 144 3 5 1995-05-3131 de Maio de 1995
31 Irlanda 5 122 2 3 2004-05-2929 de Maio de 2004
32 Bolívia 5 55 3 5 1994-04-2020 de Abril de 1994
33 Polónia 5 41 2 4 1989-05-077 de Maio de 1989
34 Nigéria 4 61 2 4 2005-11-1616 de Novembro de 2005
35 Portugal 3 314 2 2 1992-06-044 de Junho de 1992
36 Dinamarca 3 75 2 3 1989-08-2323 de Agosto de 1989
37 Equador 3 63 1 2 1965-08-2222 de Agosto de 1965
38 Estados Unidos 3 13 2 2 1992-06-1414 de Junho de 1992
39 Geórgia 2 129 1 2 2007-03-2424 de Março de 2007
40 Israel 2 63 1 1 2000-04-2626 de Abril de 2000
41 Turquia 2 35 1 1 2007-10-1717 de Outubro de 2007
42 México 1 290 1 1 1963-03-2424 de Março de 1963
43 Venezuela 1 21 1 1 2006-10-1818 de Outubro de 2006
44 Coréia do Sul 1 4 1 1 1995-02-044 de Fevereiro de 1995
45 Austrália 1 4 1 1 1992-06-1818 de Junho de 1992
46 Antilhas Neerlandesas 1 4 1 1 1963-03-2828 de Março de 1963

*: Incluindo jogos ganhos no prolongamento e grandes penalidades.

†: a 21 de novembro de 2007

Wednesday, January 17, 2007

A ARMADILHA DE VENUS


É Duro descer à realidade.
Mas o perigo espreita.
Muitos portugueses andam a fugir ao Fisco, sem saber que o estão a fazer.
A culpa é de uma «armadilha legal» que faz de cada português um provável violador das regras fiscais.
E porquê? Por causa das regras dos donativos, uma autêntica «armadilha fiscal» para quem faz mesmo questão de cumprir escrupulosamente a Lei

Faz parte daquela pequena e estóica percentagem de portugueses que encara o pagamento dos impostos como um dever cívico inviolável e, por isso, sempre declarou todos os cêntimos ao Fisco? É um crítico implacável da gestão dos dinheiros públicos mas faz questão de ter as obrigações fiscais em dia para poder legitimamente fazer eco da sua indignação? Ou integra aquela ainda mais ínfima percentagem da população que, se recebesse em casa uma carta do dr. Paulo Macedo mais depressa acha que foi eleito o contribuinte do ano do que treme a vacila de receio, porque tem a certeza absoluta que tem a ficha limpa? Pois desengane-se, porque a probabilidade de nunca ter incorrido numa infracção fiscal nula, adianta o «Jornal de Negócios».

E porquê? Por causa das regras dos donativos, uma autêntica «armadilha fiscal» para quem faz mesmo questão de cumprir escrupulosamente a Lei. Desde 31 de Julho de 2005, altura em que foi aprovado o Orçamento Rectificativo, que todos os donativos em dinheiro de valor superior a 500 euros passaram a ser sujeitos a imposto de selo. A lei isenta aqueles casos em que a doação é feita entre «cônjuges, descendentes e ascendentes», que é como quem diz, entre o casal, pais e filhos, e avós e netos.

Mas estes, mesmo estando isentos, têm de comunicar as ofertas ao Fisco, através de uma declaração chamada «modelo 1 do imposto do selo». Por isso, se receber um cheque, transferência bancária ou um envelope com um montante superior a 500 euros, é obrigado, por Lei, a dirigir-se ao serviço de Finanças a informar do sucedido.

Já quem recebe um donativo de pessoas que não estejam em linha directa de parentesco, ainda que da família, têm não só de entregar a declaração como de pagar 10% de imposto de selo. Para facilitar a compreensão, imagine-se que um irmão presenteia o outro com um generoso cheque de 1.000 euros para que este possa comprar um cobiçado LCD. Pois bem, a Lei manda que o beneficiário desse dinheiro preencha a referida modelo 1 e pague 10% de imposto sobre este acréscimo de rendimento.

http://www.dgo.pt/OE/2005/Rectificativo/index.htm

Monday, January 15, 2007

rrrrebucadodaregua

rrrrebucadodaregua
ACIDENTE DE TRABALHO TORNA HOMEM INFIEL ?

Um homem de 29 anos alegou
que um acidente no trabalho
amplificou o seu desejo sexual
e destruiu o seu casamento,
porque começou a recorrer
a prostitutas e a pornografia.
Stephen Tame referiu
em tribunal que desde que
sofreu uma série de ferimentos
na cabeça, em resultado
de uma queda no trabalho,
deixou de ser um fiel recém-
-casado e passou a ter um desinibido
carácter com vários
casos extra-conjugais. O homem
esteve em coma durante
dois meses após a queda e os
médicos dizem que foi um milagre
ter sobrevivido. Foi-lhe
atribuído 3,1 milhões de libras
em compensações no tribunal
High Court de Londres.
In Destak de 15-01-2006
http://www.destak.pt/actual/dia.pdf

ACIDENTE DE TRABALHO TORNA HOMEM INFIEL ?


ACIDENTE DE TRABALHO TORNA HOMEM INFIEL ?

Um homem de 29 anos alegou
que um acidente no trabalho
amplificou o seu desejo sexual
e destruiu o seu casamento,
porque começou a recorrer
a prostitutas e a pornografia.
Stephen Tame referiu
em tribunal que desde que
sofreu uma série de ferimentos
na cabeça, em resultado
de uma queda no trabalho,
deixou de ser um fiel recém-
-casado e passou a ter um desinibido
carácter com vários
casos extra-conjugais. O homem
esteve em coma durante
dois meses após a queda e os
médicos dizem que foi um milagre
ter sobrevivido. Foi-lhe
atribuído 3,1 milhões de libras
em compensações no tribunal
High Court de Londres.
In Destak de 15-01-2006
http://www.destak.pt/actual/dia.pdf
Coment
E se a moda pega ?
É como na anedota, 10 homens atiram-se do trabalho "abaixo"

Thursday, January 11, 2007

A LOUCA VIDA DE LARRY-UMA BOA DOSE DE CAFEINA PELO DVD


Ao ver a serie do produtor Larry David no 2º Canal não me apercebi do cariz reality Show/ficção das ideias de Larry David.
Mas agora, visto em DVD calmante na hora escolhida vê-se que é do melhor... trata-se de uma mistura Seinfeld para adultos...picante...chocante e electrizante...simplesmente genial e ao mesmo tempo de uma simplicidade extrema.
O verdadeiro programa sobre nada.. relata o dia-a-dia do produtor de Seinfeld recheado de acontecimentos mundanos, maus demais para serem verdadeiros.
No entanto o fascinio da série é exactamente esse o facto de o espectador de identificar com as peripecias de Larry David que simula a abertura das portas de sua casa (e de outros actores de hollywood) às camaras de TV).
Acontece-lhe de tudo um pouco mas o mais interessante é que algumas daquelas coisas já nos aconteceram a todos nós (a hesitação de telefonar para alguem à noite, ou a intençao de ajudar um cego ou um rapaz de familias pobres ou a visita à casa de amigos excentricos ou ainda as consequencias de não ajudar alguém em dificuldades tudo dá azo a complicações extremas e a uma boa história).
Reconhecemos alguns do conceitos já ensaiados em Seinfeld, mas sobretudo é material do melhor para Stand Up Comedy e... reparem o conceito é o seguinte:
Esteja onde estiver basta olhar para o parceiro do lado para construir uma boa piada...
Imperdível e deliciosamente irritante numa loja de DVDs perto de si..
Larry Gene David é um ator, escritor, produtor e diretor estadunidense nascido em 2 de Julho de 1947 no Brooklyn, Nova Iorque. David é o co-criador e roteirista da famosa série de televisão Seinfeld. Além disso, criou e estrelou em sua própria série, Curb your Enthusiasm.

David, ex-standup, era roteirista da série Fridays, da ABC Network de 1980 a 1982 e também do Saturday Night Live da NBC, de 1984 a 1985. Durante seu tempo no SNL, David só conseguiu um quadro no programa. Furioso, demitiu-se no meio da temporada, para voltar alguns dias depois como se nada tivesse acontecido — e ficou o resto da temporada. Isso inspirou um episódio de Seinfeld.

David graduou-se pela University of Maryland com bacharelado em história (1970) e administração (1971).

Em 31 de Março de 1993, casou-se com Laurie Lennard; tem dois filhos e moram em Van Nuys, Califórnia. Assim como sua equivalente em Curb Your Enthusiasm, ela também é uma ambientalista. Desde de Maio de 2005, David e sua mulher têm contribuído para o blog The Huffington Post
Em 1989, David juntou-se com o humorista Jerry Seinfeld e criou The Seinfeld Chronicles (As Crônicas de Seinfeld) para a NBC. O programa, depois chamado de Seinfeld, tornou-se um dos mais bem-sucedidos programas da história da televisão. David apareceu no programa como o advogado de Frank Costanza, que usava uma capa, e a voz do chefe de George Costanza, George Steinbrenner. Larry David era a inspiração para o personagem de George Costanza em Seinfeld. David deixou a série em bons termos, depois da sétima temporada. Depois, retornou para escrever o último episódio, em 1998. Jerry Seinfeld disse, certa vez, que Larry David era 90% de tudo que Seinfeld foi e é.
Em 1999, o canal HBO levou ao ar um especial de Larry David: Larry David: Curb Your Enthusiasm, um programa híbrido que usa uma história de fundo e diálogos improvisados. Antes de ir ao ar, HBO sugeriu que David a tornasse um programa seriado. O resultado foi Curb Your Enthusiasm, que foi ao ar em 2000.

Em 2005, David foi nomeado para um Globo de Ouro por "Melhor Atuação em uma Série Musical ou Comédia" pela sua atuação no programa.
Outros projetos
David já apareceu em papéis menores em dois filmes de Woody Allen: Radio Days (1987) e Oedipus Wrecks (1989).

David também escreveu e dirigiu um filme em 1998, chamado Sour Grapes, sobre dois primos que brigam por causa de um dinheiro ganho num casino. Não foi um sucesso comercial.
fontes:
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre e
http://www.huffingtonpost.com/larry-david/
NOTA:
È uma dose forte por isso recomenda-se a visualização de APENAS 1 EPISÓDIO POR DIA.

Tuesday, November 21, 2006

Com 3 meses e já indiciado por crimes


A polícia indiana começou a investigar um suspeito de ter roubado um motorista de autocarro e só depois reparou que se tratava de um bebé de 3 meses, noticia o ABC News.
O rapaz, Parveen Kumar, foi indiciado juntamente com o pai num primeiro esboço de queixa policial, depois de um motorista de autocarro ter sido assaltado.

O bebé foi acusado de roubo, extorsão e banditismo, confirmou um agente local.

Só recentemente a polícia apercebeu-se que o principal suspeito do roubo, que ocorreu a 19 de Setembro, é uma criança de três meses.

As autoridades culpam o motorista pelo equívoco, alegando que ele acusou o bebé devido a uma quezília pessoal com o pai do bebé.
Fonte: Portugal Diário, de 6-11-2006.

Thursday, November 09, 2006

No Brasil : presos fogem do Fórum e roubam veículo de juíza.



No Brasil : presos fogem do Fórum e roubam veículo de juíza.

"No dia 24 de Outubro, no início da tarde, um fato inusitado tomou de surpresa os funcionários e magistrados que trabalham no Fórum Gumersindo Bessa.
O ocorrido aconteceu por volta das 13h50 quando três presos custodiados conseguiram evadir-se da sala de custódia do Fórum.
As informações passadas pela Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Sergipe, através de uma nota pública distribuída à imprensa, dão conta de que dois fugitivos ainda encontram-se foragidos e um já foi recapturado. Eles são: Cleverton da Silva Lima, vulgo Clebinho, Roberto Moura e José Márci dos Santos, respectivamente.
Na nota a Assessoria esclarece que os presos, fazendo uso de uma cerra, conseguiram remover o pedaço de uma das barras do fundo da sela.
Assim que conseguiram deixar o local eles caíram direto no estacionamento privativo dos juizes e promotores, de onde conseguiram levar o carro da juíza da 15ª Vara Cível, Bethzamara Rocha Macedo.
No momento da fuga a mesma encontrava-se estacionando o veículo Ford Ranger de cor prata e placa policial HZZ 9055. [leia mais] Fonte: Infonet Notícias."


Para que isto não aconteça em Portugal foi nomeado um grupo de estud(ios)os para implementar a melhor maneira de agilizar o incremento de medidas tendentes a lograr um melhor aproveitamento dos carros dos Magistrados com vista a rentabilizar esses meios como "transporte público".
A "ideia" é assim, pronto, tipo: entre as nove horas e as dezassete horas os carros dos magistrados serão utilizados para apoio ao transporte de processos entre as extensões judiciárias internas das NUT, também os presos no gozo de saídas precárias e arguidos com apoio judiciário poderão requisitar os veículos dos magistrados durnte aquele período do "horário de trabalho".
Já foram pedidos pareceres a vinte cinco assessores que sugerem a nomeação de uma comissão e de duas missões de reforma apoiadas por um grupo de acompanhamento, uma comissão eventual e vários grupos de estudo, todos independentes.
Eu, por mim, se querem a minha opinião pessoal, tenho andado a reflectir e pensar com os meus botões, opino, como a maioria, creio que "Acho muito bem!"; ou "Vice"-versa!

Este B. começou com a passagem de Fish pelos Açores:
Espectáculo Superou as Expectativas
Fish Encerra com Chave de Ouro os Concertos das Festas da Praia
Diário Insular - Segunda-feira, 15 de Agosto de 2005


Fish, ex-vocalista dos Marillion, fechou os grandes concertos das Festas da Praia. Um programa de qualidade, marcado por algumas surpresas agradáveis.

Fish, ex-vocalista dos Marillion, encerrou com chave de ouro os grandes concertos da edição de 2005 das Festas Concelhias da Praia da Vitória, na noite de sexta-feira.

Depois da chuva assustar os visitantes durante o final da tarde, o espectáculo superou as expectativas, quer para os amantes da extinta banda, quer para aqueles que desconheciam o agrupamento, encabeçado por Fish, que abandonou os Marillion em 1988 e se dedicou aos projectos a solo, além de ter regressado à sua terra natal, a Escócia, para recuperar uma antiga casa.

Com destaque para o seu mais recente trabalho “Field of Crows”, 12º álbum na carreira do cantor (oitavo álbum a solo), que já leva 23 anos na música internacional, Fish animou as gerações mais antigas que se aglomeravam em frente ao palco maior das noites musicais integradas nas Festas Concelhias da Praia da Vitória.

A passagem de Fish pela ilha Terceira integra-se na digressão de 2005 do cantor pela Europa, para promover o seu mais recente trabalho, “Field of Crows”. Este verão, o músico pretende reeditar “Misplaced Childhood”, álbum colocado pelos Marillion no mercado em 1985, para assinalar os 20 anos da edição desse trabalho.

Na Praia da Vitória, Fish apresentou-se com a banda que o acompanha na estrada: Bruce Watson (ex-Big Country) e Frank Usher nas guitarras, Steve Vantsis no baixo, Tony Turrel nos teclados, Windsor McGilvray na bateria e Danny Gillan no coro.

Artigo transcrito por Eduardo Franco
A primeira passagem de Fish por Portugal aconteceu no já longínquo ano de 1990. Os fãs viviam então ainda a "ressaca" da separação entre Fish e os Marillion. Foram dois memoráveis concertos (antigo Cinema Alvalade, em Lisboa, e Coliseu do Porto) em que Fish apresentou o seu álbum de estreia a solo, cantando ainda muitos clássicos dos Marillion.

Em 1994 foi anunciada a presença de Fish no cartaz da Queima das Fitas de Coimbra. Muitos foram os fãs que se deslocaram em vão até à cidade dos estudantes. Por desonestidade da organização o nome de Fish foi mantido no programa até à noite do concerto, embora este nunca tenha aceite o convite.

Foi preciso esperar até 2005, para que o gigante escocês voltasse ao solo português, desta feita na Ilha Terceira, nos Açores, para um concerto de Verão, quando preparava a digressão comemorativa do vigésimo aniversário de "Misplaced Childhood".

Monday, October 16, 2006

Eyeless In Gaza - New Risen
Eyeless In Gaza - Veil Like Calm
verdadeiro sportinguista
Seinfeld and Superman - Lois in trouble
Superman & Jerry Seinfeld

SEINFELD

Thursday, June 29, 2006

CHAMEM A POLICIA AU AU AU QUE EU NÃO PAGO


Seis polícias multados por viajar sem bilhete

Seis elementos da Polícia Judiciária (PJ) foram multados, ontem, por um fiscal dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), por insistirem em circular num autocarro sem pagar bilhete. Pelo mesmo motivo, uma funcionária da PJ foi agredida, anteontem à noite, por passageiros furiosos com a paragem forçada do autocarro face à instransigência da mulher em adquirir o título. Para acabar com a polémica, a Administração dos SMTUC ordenou, ontem, a suspensão da obrigatoriedade de pagamento de bilhete, por uma semana, a todos os funcionários do Ministério da Justiça (MJ).

"O MJ deve um milhão e meio de euros aos SMTUC e não paga. Os funcionários não têm culpa, mas alguma coisa tinha de ser feita", explicou, ao JN, o presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, para justificar a suspensão das viagens à borla a quem apenas bastava exibir o cartão de funcionário público.

Mas a ordem de pagar bilhete até que o MJ pague a dívida aos SMTUC durou pouco tempo. Começou a vigorar (para alguns) na segunda-feira passada e acabou ontem. Portanto, 24 horas depois.

Carlos Encarnação diz que não quer fazer dos polícias "bombos da festa", embora ache "indecoroso" querer usar autocarros sem que o serviço seja pago. Para evitar mais "guerras" e como "sinal de boa vontade", a Câmara vai deixar que os funcionários do MJ usem os SMTUC à borla até ao dia da reunião que vai acontecer, na próxima semana, com responsáveis do referido Ministério. "E, depois, logo se vê!", avisa o autarca, dando a entender que se o milhão e meio de euros não for pago, a ordem de proibição volta a vigorar.

Os seis elementos da PJ que ontem foram multados (52 euros/cada) garantem não pagar a coima, por considerarem "ilegal" a "decisão unilateral" dos SMTUC. "A lei está do nosso lado. Não foi revogada. E não é uma empresa que tem legitimidade para mudar a lei", afirmou, ao JN, José Morais, da associação sindical da Judiciária e um dos que, ontem, foi autuado por um fiscal dos autocarros municipais.

Albertina Cardoso, da PJ, que foi agredida em pleno autocarro, condena a atitude dos SMTUC e, para além de ter já apresentado queixa contra os seus agressores, promete fazer o mesmo contra a empresa municipal.

Tuesday, June 27, 2006

AS ROCKOLAGENS DA NOSSA MEMORIA



lEMBRO-ME que por alturas do final de 1981/82 havia uma mania de fazer textos onde entrassem palavras com grupos ou nomes de musicas do Boom do Rock Portugues.
A minha Rockolagem desapareceu na memoria dos tempos mas ainda cheguei a vender fotocopias da mesma a 2$50.
Tinha referencias aos Pizo-Liso, Já Fumega, Vodka Laranja, Machos Latinos (Frodo)enfim gostava muito de encontrar uma cópia perdida disso pois já não me lembro do resto.
No entanto, não sabia porque é que tinha feito isso nos anos 80 até que li a historia do J. Moutinho em http://www.poemar.com/MEMORIAS%20DO%20ROCK%20PORTUGUES.htm#A%20história%20desconhecida%20das%20Memórias

AFINAL A EUFORIA DAS ROCKOLAGENS FORA DESPOLETADA PELO SINGLE DA GIRA (QUE VENDEU NADA MAIS NADA MENOS QUE 15 MIL COPIAS)
AQUI VAI A HISTORIA CONTADA NA 1ª PESSOA.

A história do meu single incluído nas "Memórias" é muito original pelo que não me eximo de puxar pela memória e tentar contá-la em toda a sua extensão.

Depois de 17 anos de "música de baile" resolvi encostar às "bocks", parar com aquela loucura de andar de amplificadores às costas por este país inteiro, cantar horas e horas a fio, a troco de uns míseros escudos que, muitas vezes, nem davam para pagar os aparelhos necessários para uma "razoável" prestação musical. A minha última prestação a nível de vocalista de grupo de baile terminou na Passagem do Ano de 1980 para 1981. Curiosamente a minha banda tinha sido contratada pelo Partido Comunista Português para actuarmos no Pavilhão da Académica da Amadora. Como o Pavilhão era enorme, a nossa humilde aparelhagem não teria capacidade para encher de som o enorme pavilhão. Então o PCP pediu emprestado o P.A. (Public Adress System) ao Luis Cília.

A minha modesta aparelhagem de vozes serviu nesse dia de munição para o nosso baterista. Enfim um luxo enorme naqueles tempos. Eu tive pela primeira vez ao longo daqueles 17 anos a possibilidade de me ouvir através de monitores que estavam virados para mim. Senti-me nas nuvens. Nunca me tinha ouvido tão bem. Os meus próprios colegas de banda estavam espantados com a prestação que fiz naquela noite, eles que diziam que a minha voz estava gasta e não tinha mais hipóteses como vocalista. Ao fim de 10 horas seguidas de canções, de muito rock, de muita marcha brasileira de carnaval, estava muito satisfeito. Afinal não era eu que estava mal, era a aparelhagem que não tinha condições.

A resolução tinha sido tomada antes desta última experiência e troquei a minha aparelhagem de vozes, uma HH razoável de 200 watts, por um carro NSU Prinz, e julguei ter terminado aí a minha aventura musical. Puro engano.

Em alguns dos nossos últimos ensaios resolvemos experimentar algumas músicas originais com poemas em português de minha autoria, motivados pelo programa do Luís Filipe Barros, o Rock em Stock, que passava na Rádio Comercial. Gravámos num pequeno gravador de trazer por casa umas quantas canções. Recordo-me que uma delas chegou a passar no programa mas por aí se ficou a aventura.

Um dia de manhã muito cedo para mim, 7h sou acordado pela minha esposa que me disse assim: "João tens a mania que escreves ouve o programa que está a passar". Acordei meio estremunhado e fui ouvir o programa das 7 às 10 do Luís Pereira de Sousa que pedia muito afincadamente aos ouvintes uma versão em Português, cujos direitos reverteriam para oferecer à UNICEF, duma canção dos ENGLISH BOYS que versava o tema dos diminuídos físicos.

Estavam a passar o original cantado. Peguei no gravador e gravei a versão original. Escrevi, entretanto uma letra sobre o tema. Uma ideia louca veio-me à cabeça na altura: Se estes "gajos" passassem apenas o instrumental, talvez eu conseguisse fazer uma gravação caseira já em português. Telefonei à Rádio e satisfizeram esse pedido. O promotor da Editora Gira, tinha com ele a bobine do instrumental e passaram. Eu gravei o instrumental e, com um daqueles gravadores que têm micros incorporados, coloquei o instrumental a passar na minha aparelhagem caseira e cantei para o gravador a versão portuguesa.

Não me desgostou o resultado e disse à Graça, minha mulher, vou à Rádio Comercial mostrar isto. Resposta: "Tu és mesmo doido". Cheguei à RC às 9h30m. Disse ao que ía. Deixaram-me entrar e o promotor da Editora perguntou o que eu queria. Disse-lhe: Tenho aqui uma versão da canção que pedem já em português e cantada. Ele disse: "Mas o concurso é apenas de letras". Eu respondi: Na gravação está a letra se interessar, ok!.

O Promotor foi falar com o Luís Pereira de Sousa o radialista e contou a história. A música passou ainda nesse dia. O concurso morreu por ali. O ANDA DAÍ que eu tinha escrito em cima da música dos ENGLISH BOYS, na opinião deles, e como se diz actualmente "arrasou".

O Concurso que servia também de lançamento para a Editora Gira tinha como prémio a gravação de um single com a letra vencedora. Nunca se chegou a realizar, nem o concurso, nem a gravação.

Além da gravação do ANDA DAÍ eu tinha levado comigo uma cassete com as gravações de garagem da minha antiga banda, onde se encontravam a ROCKOLAGEM e A PASTILHA. O promotor da editora, curioso, perguntou-me se eu tinha mais alguma coisa e mostrei-lhe a cassete. Foi ouvida logo ali na Rádio Comercial.

Pouco tempo depois quiseram que eu gravasse não o ANDA DAÍ mas a ROCKOLAGEM e A PASTILHA. Fiquei meio atrapalhado, porque já não tinha banda mas, fui falar com eles e aceitaram ir para estúdio fazer as duas canções. Era o "Boom" do Rock Português que este livro relata bem "MEMÓRIAS DO ROCK PORTUGUÊS".

Para os músicos de baile, a hipótese de gravar um disco era alguma coisa impensável naqueles anos. Fomos para estúdio sem produtor, coisa rara naquela altura. Era mais ou menos o "salve-se quem puder" o "mostra o que vales". Deram-nos dois dias de estúdio.

Nunca mais me esquece, o meu amigo MORENO PINTO, um dos mais consagrados técnicos de som nacionais, viu ali aqueles 5 "putos" sem qualquer experiência de estúdio a tentar gravar 2 canções e sorria um sorriso muito terno, muito "pai". Não sei se simpatizou comigo. Conversámos um pouco e ele disse: Eh! Pá! isto está muito cru, precisa de uns truques! Eu disse-lhe: Amigo, estamos nas suas mãos, não temos experiência e, como vê não está ninguém da Editora, ajude-nos como a sua consciência ditar.

Ajudou muito, rodou aqueles botões todos. Tentou, voltou a trás, experimentou de novo e, finalmente, foi ele que produziu e fez as misturas finais.

Estávamos na lua. Tínhamos na mão a hipótese de um disco. Arranjou-se até nome para a nova banda. Seria a "banda desenhada". Já não me recordo bem mas gerou-se a propósito nem sei de quê, uma discussão louca entre os músicos, e resolveram não seguir com o mini projecto. A banda desfez-se, mas as gravações estavam feitas.

No final do 2º dia, já nas misturas finais, aparece o promotor da Editora, muito atarefado a perguntar como as coisas tinham corrido. Posto ao par do que se tinha passado com a banda, ele perguntou-me se eu não me importava de dar apenas o meu nome. As canções eram minhas, musica e letra e disse que não me importava.

Resolvido isso o Promotor foi ter com o MORENO PINTO o técnico de som e simultaneamente produtor do disco e pediu-lhe se lhe podia dar uma bobine de promoção, porque ele tinha um programa na Rádio Renascença para começar a fazer a promoção do Disco.

O Moreno Pinto, velha matreira, deu-lhe uma cópia em Mono.

Foi a partir dessa cópia que a gira mandou prensar o single. A Gira nunca pagou o estúdio. O single saíu em mono. Enfim, o primeiro embuste da minha pobre carreira... mas isso é outra história.

Curiosamente, uma fita pirata deu origem a um single que fica na história do Rock Português. Estou orgulhoso.

Letra:

Mastigando uma chiclete

As damas chegam de maxi

Não estava lá a Rosete

E regressaram de táxi



Sobem a Rua do Carmo

Com o Frodo na garupa

A reboque do Robot

Vai a Salada de Fruta



O rock também e riso

Que faço com muito gozo

Mas não perco é o juízo

Por cauda do Rui Veloso


Trabalhadores do Comércio

É um puto e dois com vício

Um Rock com muitos Vários

Será que é Arte e Ofício?



O pagode anda guloso

Já Fumega na Ribeira

Desde o Fininho Veloso

À suicida Ferreira



O rock anda com febre

São os putos no recreio

O stock está mais alegre

Mas não vai nesse passeio



O rock também e riso

Que faço com muito gozo

Mas não perco é o juízo

Por cauda do Rui Veloso



O que vez oh! Espelho meu

Portugal na CEE

Oh! Meu o que é que te deu?

Oh! Pá eu Seilasié



Foram os berros do Barros

Que criaram as raízes

Cuidado que o Piso é Liso

Não se gastem as matrizes



O rock também e riso

Que faço com muito gozo

Mas não perco é o juízo

Por cauda do Rui Veloso



O rock anda com febre

São os putos no recreio

O stock está mais alegre

Mas não vai nesse passeio

A Moda dos bichos da seda


Lembro-me dos bichos-da-seda. Era o assalto às sapatarias em busca de uma caixa adequada ao milagre da criação em miniatura que nos dava para assistir, todos os anos, como uma moda que ninguém queria interromper.
Lagartas horríveis, cheias de patas, molengonas. Que depois teciam um casulo esbranquiçado, parecido com um pequeno ovo, acabando por eclodir sob a forma de uma espécie de borboletas desenxaibidas e sem piadinha nenhuma. Depois restavam as caixas de sapatos vazias, ou quase, com uma espécie de teias de aranha e os ovos vazios no fundo a fomentarem sem sucesso saudades dos bichos que desapareciam antes mesmo de lhes atribuirmos um nome qualquer. Pouco comunicadores. No fundo das caixas, restos de folhas secas. E essas é que me trazem os bichos-da-seda à memória.
Lembro-me de ser um dos muitos que forravam os finais de tarde nos comandos da Amadora muitos pais e muitas mães e imensas filhas e filhos e todos os nossos amigos atarefados na recolha do sustento para as lagartas da caixinha. Empoleirados nas árvores, os putos mais diligentes ou os pais mais persistentes, depois de um dia de trabalho, à procura da melhor folha para nutrir os seus exemplares de criaturinhas feiosas que a natureza tão bem sabe produzir.
Vaidade dos pais afoitos, com os putos orgulhosos da colheita exposta em tons de verde vivo sobre o fundo das caixas de sapatos sem a tampa com buracos para os bichos poderem respirar. Sorriso sereno nas bocas dos velhos que acorriam à zona de propósito para assistirem ao agitado ritual.
Bons tempos