Tuesday, February 14, 2006

O TROVANTE-DISCOS PERDIDOS- II





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Os Trovante começaram em 1976, em Sagres, quando um grupo de amigos se juntou para fazer música. A sua formação original era constituída por João Nuno Represas, Luís Represas, Manuel Faria, João Gil e Artur Costa.
Em 1977 gravam o seu primeiro disco "Chão Nosso" (incluido na colectanea "Canções com aroma de Abril" e "Trovante ao vivo - Uma Noite Só".
Com uma forte componente política e influenciado pela música tradicional portuguesa.
No ano seguinte, mudam de editora e gravam "Em Nome da Vida", um disco que os confirma como um grupo muito importante da nova música de intervenção. Participam, também, nos coros do disco "Fura Fura" de José Afonso e em "Histórias de Viageiros" de Fausto.
odisco Em Nome da Vida foi colocado à venda na antevéspera do Natal. A editora abriu falência pouco tempo depois. "Nuvem Negra" venceu o Festival Nacional da Canção Política, em ex-aequo com Carlos Paulo, o que os levou a tocar num Festival da Juventude em Cuba. Editam o segundo álbum e participam no disco "Madrugada dos Trapeiros" de Fausto. O single "Toca a Reunir", com Né Ladeiras, foi editado pela cooperativa Fórum mais ligada às actividades cinematográficas.
Né Ladeiras (vinda da Brigada Victor Jara) junta-se à banda e participa na gravação do single "Toca a Reunir", além de participar em vários espectáculos. No entanto, esta cantora estará pouco tempo no line up.
A partir de 1980 o grupo muda de rumo musical, concentrando-se mais nos elementos de origem tradicional da sua música e com os seus componentes a iniciarem estudos musicais no Hot Club de Portugal, sem dúvida uma escola que se revelará importantíssima na evolução do som do grupo.

DISCOS PE(R)DIDOS-BANDA DO CASACO



Banda do Casaco foi nos 80s autentico laboratório do estilo pop-etnico-folk de Portugal, com um estilo realmente unico em Portugal.
Depois do fracasso que foi o projecto Filarmónica Fraude, mais por razões políticas que de qualidade, António Pinho (vocalista) e Luís Linhares (teclas) juntam-se a Nuno Rodrigues (vocalista, guitarra) e Celso de Carvalho (violoncelo, contrabaixo) para formar o grupo Banda do Casaco.
Este grupo juntou uma pesquisa etnográfica à música pop, criando um trabalho de grande qualidade a nível musical e em que não foi descurada a crítica social, como aliás já tinha acontecido com a Filarmónica Fraude. Durante a sua existência (1974 a 1984) passaram pelas suas fileiras inúmeros músicos de grande nível, tendo algumas vezes a sua passagem pela Banda do Casaco sido o trampolim para uma carreira a solo.
Sobraram para ahistoria duas perololas da musica Portuguesa encontradas à deriva em vinil.
são elas "Contos da Barbearia" editado em 1978, produzido por António Pinho e Nuno Rodrigues e em que participam Nuno Rodrigues (vocalista, guitarra, flauta), Mena Amaro (vocalista), Celso de Carvalho (violoncelo, cítara), António Pinho (vocalista) e António Pinheiro da Silva (flauta). Colaboram ainda Armindo Neves (guitarra), José Eduardo (guitarra baixo, contrabaixo), Carlos Zingaro (violino), Rui Reis (teclas), Vitor Mamede (bateria), José Barrocas (flauta), Adácio Pestana (trompa), António Reis Gomes (trompete) e Rita Rodrigues (vocalista) com as seguintes faixas:
Na Cadeira do Barbeiro
O Diabo da Velha
A Noite Passada em Caminha
O Enterro do Tostão
La Pastorica
Malfamagrifada
Zás! Pás! (O Casório do Trolha)
Retrato D'Homenzinho Pequenino Com Frasco
Amo Tracinho Te
Godofredo Cheio de Medo

Por sua vez em 1977 é editado o Album Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos em que participam Nuno Rodrigues (vocalista, guitarra), Mena Amaro (vocalista, violino), Celso de Carvalho (contrabaixo, violoncelo, cítara), António Pinho (vocalista), Jorge Paganini (violino), Carlos Amaro (guitarra baixo), Miguel Coelho (violino) e António Pinheiro da Silva (guitarra, flauta). Há também participações especiais de Rão Kyao (saxofone), Gabriela Schaaf (vocalista) e Judi Brennan (vocalista).
Músicas de 1978 -LP -Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos
Acalanto - 05.11
Despique - 03.15
País: Portugal - 03.20
Alvorada, Tio Lérias - 04.54
Geringonça - 06.00
Dez-Onze-Doze - 05.47
Ont'à Noite - 04.50
Água de Rosas - 02.57
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Hoje_H%C3%A1_Conquilhas%2C_Amanh%C3%A3_N%C3%A3o_Sabemos"
Ficam para a historia já que não se conhecem edições em CD.

Tuesday, January 31, 2006

SABADO A NOITE TODOS TIVEMOS A FEBRE


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Não...que descansem os SLBs pois não estou a falar de futebol...a febre foi outra..
Com a participação de:
UHF;Trabalhadores do Comércio;Trovante;Mário Mata; Brigada Victor Jara; Adelaide Ferreira; King Fisher Band; Jorge Palma; Fisher Z; Carlos Bastos; Grupo de Baile, entre outros.
No dia 28 de Janeiro na RPT1 (depois do emocionante derby Lisboeta) passou uma sessão em directo da “A Febre de Sábado de Manhã” programa de rádio com apresentação de Júlio Isidro e que esteve no ar três anos um programa que marcou inelutavelmente um período de viragem na história dos media em Portugal,
Com 25 anos a Febre tinha um formato de programa, uma estrutura e objectivos e o estilo de apresentação transformando-no num caso social cujos ecos ainda hoje se fazem sentir.
“A Febre...” foi o ponto de encontro de muitos milhares de jovens para quem aquelas três horas semanais constituíam um momento de magia e alegria. Na “Febre...” nasceram alguns dos maiores nomes da música pop/rock portuguesa e pelos seus palcos passaram também os consagrados que arriscaram o convívio com o “pessoal da pesada”.
Ficaram famosos os jogos, passatempos e concursos inventados semanalmente pelo autor/apresentador da “Febre”. A música africana, o rock, o disco sound, a música popular portuguesa, os concursos para caloiros e as visitas das grandes vedetas estrangeiras fizeram parte das muitas horas em que a febre esteve no ar.
Passados 25 anos a “Febre” voltou para uma emissão única, na Sala Tejo - Pavilhão Atlântico, e o “pessoal da pesada” e não só reviveu os seus tempos de juventude “.
Mas a “Febre” teve, essencialemente, à semelhança de outros eventos muiscais como live 8, uma finalidade social.
Assim, a venda dos bilhetes reverteu a favor da Associação das Doenças Raríssimas que tenta desesperadamente construir um lar para as crianças vítimas destas quatro mil síndromes.
Até sempre anos 80.

Tuesday, January 17, 2006

MEGAFONE 4





joão Aguardela (o vocalista dos extintos Sitiados) ESTÁ DE VOLTA com o seu projecto Megafone. Cruzando deejaying e um live-act com equipamento electrónico e instrumentos acústicos, Aguardela apresenta-se em palco com outros dois ex-Sitiados, Sandra Baptista e Samuel Palitos. Depois dos álbuns Megafone 1 (1997) e Megafone 2 (1999), editados ainda em paralelo aos Sitiados, Megafone 3 (2001) foi o trabalho que causou maior impacto, tendo dado origem a diversas actuações dentro e fora do país. Neste momento, João Aguardela prepara Megafone 4, com saída prevista para o início deste ano. Sucedendo a projectos pioneiros como a Banda do Casaco ou os Sétima Legião, o projecto surge da vontade de cruzar a memória da música tradicional portuguesa (nas recolhas de Michel Giacometti e José Alberto Sardinha) com dinâmicas rítmicas electrónicas de facção dançante, como a house ou o techno. A acompanhar a actuação do Megafone, será projectado um vídeo baseado na série televisiva O Povo Que Canta (1971, de AlfredoTropa/Michel Giacometti), concebido por João Vinagre. Serão VJs João Vinagre e Sandra Baptista.

MEGAFONE - O ULTIMO FOLEGO DAS RAIZES TRADICIONAIS


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O projecto Megafone vaí no 4º disco.
Passou completamente despercebido nos meios mais comerciais, mas já se tornou num grupo do culto.
Michael Giacometi do Sec. XXI João Aguardela prepara-se para mais uma odisseia de ataque às queimas das fitas de 2006 com Megafone 4 (que mauzinho!!!)
Uma rave genuinamente portuguesa com sardinhas assadas e folclore". É assim que João Aguardela descreve os seus espectáculos. Integrado no Festival de Música Étnica, organizado pela Associação Académica da UBI, o projecto Megafone ofereceu ao público presente no Teatro das Beiras a oportunidade de assistir a um agradável concerto. Com um percurso nos Sitiados e Linha da Frente, este músico pretende através deste trabalho envolver as raízes e tradições populares com a moderna música electrónica.
Aguardela realizou um concerto de drum & bass, numa fusão interessante com instrumentos mais convencionais, como o adufe e a viola campaniça. Quando João Aguardela se afastou dos meios electrónicos e, simultaneamente com outros músicos, utilizou esses instrumentos tradicionais, foi possível observar o palco do teatro transformar-se num a serão de aldeia. Ao longo do espectáculo foram projectados vários filmes e fotografias. Uma forma utilizada para apresentar o quotidiano rural.

Procura das nossas características

Antes de Megafone, João Aguardela já tinha demonstrado a sua preferência pela utilização de instrumentos portuguesas, quer nos Sitiados quer nos Linha da Frente. Nos Sitiados, mesmo sem uma abordagem directa destas recolhas tradicionais, João Aguardela confessa que "havia uma influência através do ambiente que se observa. No País do fado e do folclore era um pouco difícil o grupo abstrair-se dessas realidades". Nos Linha da Frente, Aguardela procurou interpretar textos de vários autores portugueses, nomeadamente, Fernando Pessoa, Natália Correia, António Aleixo, mas também, "partilhar as imagens que cada músico trouxe do seu universo português." A característica predominante dos projectos de João Aguardela são a tentativa de estabelecer uma ligação entre a música e a cultura portuguesa.
O projecto Megafone surgiu do contacto de João Aguardela com uma pesquisa de sons, vozes e frases tradicionais organizada por Michel Giacometti e José Alberto Sardinha. Um processo que permite observar um Portugal que talvez já não existe, mas que, paradoxalmente, permanece vivo com o trabalho realizado nas três edições precedentes de Megafone e uma quarta agora a brotar das raízes mais profundas da musica tradicional Portuguesa.

Friday, January 13, 2006

25 ANOS SOBRE A EDIÇÃO DO LP GIRLS ON FILM - D.D.



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Foi em 1981 que comprei o meu primeiro Long Play em vinil.
Não resisti às constantes passagens dos telediscos "Planet Earth" e "girls on film" (censurado) na RTP e comprei o disco por cento e tal escudos com a curiosidade de saber quantas musicas mais os DD tinham para encher o LP pois ouvira as mais conhecidas.
Nessa altura tinha um gira-discos a que chamava "caixa de Comprimidos" e desconhecia mesmo se dava para tocar LPs pois só tinha singles de 7".
Foi uma autentica revolução coperniciana nos meus conhecimentos musicais.
Com efeito, a minha colecção de disco (na altura) era composta por singles do José Cid (que hoje valem alguns euros para coleccionadores) António Calvario, Marco Paulo Etc.
Ao ouvir o disco fiquei "arrasado" pela força avassaladora dos temas enigmáticos como night boat e telaviv ou a potencia de careless memories que ainda hoje dá vontade de ouvir com a aparelhagem no máximo.
Mas não suponha o quão "pra frentex..." era o disco...(estavamos em 1981) só mais tarde vim a saber quando vi o teledisco completo do GIRLS ON FILME (e mais não digo).
No ano seguinte surge uma nova lufada de ar fresco os DD deixaram as vestes de corsários e vestiram fatinhos e roupas largas tendo ido de derias para o Ceilão filmar os telediscos de "RIO" e foi precedido de um single cuja versão não vinha no disco (uma surpresa que deixou de rastos os fans).
Ainda editram um maxi single em 1983 mas...O pior viria depois com UNION OF...
Enfim fica o registo de um marco historico que deu a conhecer e iniciar em Portugal a febre...NEO-ROMANTICA.

Thursday, January 12, 2006

Os Melhores Discos da Musica Moderna Portuguesa




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Tres dos melhores discos de sempre da musica portuguesa andam por aí "perdidos".
Com edições limitada(dissimas) em CD Reporter Estrábico e Angra do Budismo sobrevivem nas trocar p2p e na Feira da Ladra e lojas de 2ª mão.
Os Lobo meigo com edição em vinil não re-editada em CD.

Os Angra do Budismo abrem as hostiliades com um divertido «Café Brasilia», onde se alinha pela reiterpretação dos sons brasileiros à luz das novas músicas de dança. O sotaque é delicioso e a toada coloca-nos logo de bem com o projecto. É como se nos servissem uma limonada fresca e nos convidassem a ouvir a Angra do Budismo com um rasgado sorriso.
Seguem-se o curioso «Oh Yeah (All right)», num registo de rock clássico e o estranho «Irreal», que parece um piscar de olho a alguma da nossa música popular urbana mais recente. «Transmutação» é a primeira amostra da evolução do antigo espírito Ocaso Épico, ao mesmo tempo que convoca memórias de António Variações. «Up and Down, Up» é a primeira grande canção pop do disco e «Flor do Tao» eleva a fasquia, com um interessante duelo entre Farinha e Sara Belo. O ouvinte, que já só pode estar em postura de adoração absoluta ao som da banda, vê o nível da sua fruição continuar altíssimo com as canções seguintes: «Dança do Kundalini», «Trash City Baby» e o excelente «Mumbafu», uma verdadeira explosão de referências onde, no meio de sonoridades tropicais e orientalizantes, até os Joy Division podem entrar. «Cuidar de ti» e «Vida de Funcionário» desiludem um pouco, apesar do humor da segunda que reproduz em detalhe o quotideano numa qualquer repartição da Função Pública. O disco termina em grande com mais dois temas essenciais, igualmente descendentes da linhagem Ocaso Épico: «Chamamento de Leste», em que os ritmos dançantes têm um contraponto assumidamente tradicional e o genial «Trambolhão trambolhão», um corridinho-techno no mais puro estilo Farinha Vintage, com guitarras à portuguesa e uma reciclagem dos Kussondulola que se vão tornando obssessivas.

Saídos dos Street Kids Luís Ventura (ex-Street Kids) na voz e guitarra acústica e Nuno Canavarrro nas teclas formaram os Lobo Meigo em 1987. O grupo era formado pelos ex-Press João Carvalhais (guitarra) e José Carvalhosa (baixo), por Hélder Reis (ex-Tum Tá Tum Tum), nas teclas e percussões, e por Luís Ventura (ex-Street Kids) na voz e guitarra acústica.
Em 1990 editaram o mini-LP, correspondente à vitória no concurso do RRV, e começaram a tocar pelo país, fazendo as primeiras partes dos Delfins. Nesse ano ganharam o prémio de revelação do semanário "Se7e".
Quanto aos Reporter Estrábico, desde a saída de António Olaio nunca mais atingiram os niveis de originalidade musical que se propuseram com o maxi Jonh Wayne e o LP Uno Dos.(ver

O subbuteo, tabaco e formula 1


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O que é que estes três assuntos tem de comum ?
É simples eu comecei a fumar aos 14 anos por causa da formula 1 e as minhas equipas do subbuteo eram patrocinadas por marcas de tabaco.
Agora já se vêm os avisos nos maços de tabaco mas na altura a pressão das tabaqueiras para porém os jovens a fumar não olhavam a limites.
Quem não se lembra do famoso lotus da JPS (negros como os maços de tabaco) ou o carro amarelo (outro lotus) do A Senna patrocinado pela camel e ainda os Mc laren/Marlboro. Enfim as marcas de tabaco entravam pela TV e em alta velocidade e refectiam-se até nos jogos da juventude.
Com efeito, o subbuteo ocupava longas tardes da minha infancia a jogar com os meus amigos(até jogava sozinho!!)
mas o tabaco estava sempre presente pois até era o patrocinador oficial das equipas e tinha paineis publicitarios no estádio gigante(em cima da mesa).
Bons tempos !!Santa ingenuídade !!
Mas não se pense que o subbuteo é um jogo de miúdos, pois actualmente existe uma federação e os objectos mais antigos como jogadores torres de iluminação e outros intervenientes no jogo tais como reporteres de TV e suplentes tornaram-se peças de colecção.

Friday, December 09, 2005

Imagine J Lenon Alive


As Saudades dos anos 80 confundem-se com a magoa da morte do guru do Rock/pop Jonh Lenon.
Como seria a mundo da musica..e não só se ele estivesse vivo.
Só ele conhecia o segredo das mulheres e descobriu-o em Yoko ono.
Oiçam a musica "woman" e vejam se não está lá tudo.
Obrigado pelos maravilhosos sons e palavras musicais que deixaste John essa herança
faz-te imortal.
Até sempre!!

Friday, November 25, 2005

QUANDO AS GERAÇÕES MUSICAIS SE JUNTAM NUM SÓ DISCO


Em 1973 , José Cid toca "Moog" no disco " A Bruma Azul do Desejado" , gravado com Frei Hermano da Câmara e o Quarteto 1111.
Este foi o último disco que Cid gravou com o Quarteto, antes de abandonar. Mas, em 1974, o grupo já estava de novo reunido para gravar "Onde, Quando e Porquê, Cantamos Pessoas Vivas". Agora , para além de Cid , eram membros da banda o baterista Guilherme Inês, Mike Seargent , Tozé Brito e António Moniz Pereira.

Wednesday, November 23, 2005

O Meu Moleskine

Os notebooks Moleskine são considerados blocos de notas históricos, quem não se lembra do Indiana Jones com o seu Moleskine.
Os livros de notas são utilizados para viagens há mais de dois séculos por intelectuais, escritores e artistas plásticos europeus que os usaram para tomar nota das suas ideais, reflexões e imagens, tornando-os em objectos de culto dos nossos dias. Van Gogh, Henri Matisse, Pablo Picasso, André Breton e Ernest Hemingway são apenas algumas referências no universo dos utilizadores. Relançados nos nossos dias, mantêm a tradição de bloco de notas discreto, são actualmente encarados como “um símbolo do nomadismo contemporâneo”.

Tuesday, November 15, 2005

PEROLAS DA MUSICA ROCK/POP: QUARTETO 1111 E OUTROS






O que têm em comum Frei Hermano da Camara, José Cheta, Tonicha e Herminia Silva ?
Está bem...todos cantam ou cantaram em Português...e gravaram com o quarteto 1111 e José Cid.
Edições em CD...nem vêlas ?.
Só mesmo num País como o nosso estas obras permanecem desconhecidas e perdidas no tempo.
Os discos estão a ser vendidos em sites de Leilões estrangeiros por preços proibitivos.
Fica a memória do que foi o Quarteto 1111 e a abertura revolucionaria que os seus musicos operaram em Portugal (que foi depois continuada por Zeca Afonso).

José Cid nasceu na Chamusca a 4 de Fevereiro de 1942.

A fama chegou-lhe inicialmente através da sua participação como teclista e vocalista no Quarteto 1111, onde obteve grande êxito com a canção "A lenda de El-Rei D.Sebastião". Esta canção, inovadora para a época, apresentava sons diferentes daqueles a que o público estava habituado, com reflexos psicadélicos. Ainda com o quarteto, concorreu ao festival da canção de 1968, com "Balada para D.Inês".

Em 1973, a banda adopta o nome Green Windows, numa tentativa de internacionalização.

Uma das suas composições mais conhecidas, "Ontem, Hoje e Amanhã", recebe o prémio "outstanding composition" no Festival Yamaha de Tóquio, em 1975, deixando para trás nomes como Elton John ou os espanhóis Aguaviva

Em 1978 publica o álbum "10000 depois entre Vénus e Marte", um marco na história do rock progressivo, e que vem a obter mais tarde reconhecimento a nível internacional.

José Cid concorreu ao Festival da Canção de 1978 com três composições, alcançando o 2º lugar com "O meu piano". Em 1980, com a canção "Um grande, grande amor", vence este certame.

É o autor de outros grandes êxitos, como "Olá vampiro bom", "A Rosa que te dei", "Como o macaco gosta de banana", "Mosca Superstar" ou "Cai neve em Nova York".

É monárquico e vive actualmente na Anadia.

Em 2004, José Cid participou em anúncios de uma conhecida marca de chás gelados, nos quais se interpretou a si próprio, cantando e vindo do espaço, enquanto proferia a frase: "Olá malta! Tudo bem? Tá-se?"
Frases interessantes proferidas por José Cid.

"Se Elton John tivesse nascido na Chamusca, não teria tido tanto êxito como eu." in Pública, 2003
"Tentaram e conseguiram pôr-me na prateleira. Mas a verdade é que os outros artistas estão na prateleira e eu estou cá." in Pública, 2003
"A nova geração tem de descobrir qual é o seu dinossauro Todos os países têm o seu dinossauro. Os franceses têm o Johnny Halliday, os espanhóis o Miguel Rios. Ambos são uma porcaria ao pé de mim. Sou infinitamente melhor do que eles e tenho uma melhor estética." in Pública, 2003
"Usem e abusem de mim. Estou cá, canto e bem ao vivo. Façam de mim o que quiserem. Estou com uma grande voz." in Pública, 2003
"Adoro o «Cantor da TV», a canção menos comercial daquele álbum [Nasci prà música]. Dificilmente conseguiria escrever [outro] tema daquela maneira. É muito bem esgalhado e muito bem tocado." in Pública, 2003
"Essa canção [Como o macaco gosta de banana] foi um escândalo. As pessoas julgaram que era uma canção ordinária. (...) Divirto-me à brava quando a oiço, porque é uma canção que não se pode levar a sério. Tem um sentido de humor de abandalhar o sistema." in Pública, 2003
"Olá malta! Tudo bem? Tá-se?" in anúncio Lipton, 2004
"Dá-me favas com chouriço." in Cabaré da Coxa, 2004

Thursday, November 10, 2005

casa vende-se mas com...brinde!!

1º contrato de compra e venda de imóvel com mulher incluída

Loira de 48 anos pôs a sua casa à venda e inclui-se no pacote, pode ver aqui o desenvolvimento do insólito. Dá-se preferência a compradores machos entre 40 a 60 anos de idade, inteligentes, chefes de cozinha pois a senhora percebe pouco do assunto. Exige-se também que seja um rambo aventureiro, gentil e generoso, com carreira profissional. Deve gostar de viajar e filhos duma prévia relação serão benvindos.
ver em http://www.smarthouse.com.au/Entertainment/TVs_And_Large_Display/?article=/Entertainment/TVs%20And%20Large%20Display/News/D4C4C7F6

Wednesday, November 09, 2005

Mais recordações da passagem dos Marillion por Portugal em 1985


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Hà 20 anos foi assim -Marillion


Estiveram cá mas a tragedia de Heysel estava ainda quente na memória de todos e não foi ver o concerto.
Nunca mais voltariam cá com a formação clássica.
O fish esteve cá em Lisboa em 1989 e os Marillion (com vocalista S. Hogarth) em 1991.
Fish veio aos Açores em Agosto e os Marillion tocaram nos Açores em Setembro.
20 anos depois a musica mudou muito (para pior) e estes dois grupos musicais continuam a "ARRASTAR" a memória dos 80s sem chama nenhuma... o que vale são os fieis fans.

As brilhantes alterações ao CE em aplicação

" Bateram-me NO AUTOMOVEL por trás...
Enquanto punha o colecte retro-reflector devidamente homologado pela Norma de qualidade (...) e verificava se o mesmo tinha instruções em Português ...antes de sair do carro, o gajo que me bateu....fugiu..."
Para cumulo telefonei para PSP para registarem a ocorrencia e disseram-me que só vinham de houvesse feridos...
MAIS PALAVRAS PARA QUÊ ? ESTAMOS EM PORTUGAL...

Wednesday, November 02, 2005

NO TEMPO DO VINIL

Campanha: "NÃO JOGUE SEUS VINIS FORA, VEJA QUANTO ELES PODEM VALER! MAS NÃO OS VENDA!"
Vou transcrever aqui por completo duas reportagens do JC, prumode sei que poucos leitores são seus assinantes e possuem senha. Superinteressante para os amantes do Vinil!

O caçador do vinil perdido
Publicado em 28.08.2005

Dono do Record collector dreams possui cerca de 8,5 mil discos de vinil raros em casa. Alguns podem custar até a “bagatela” de R$ 30 mil

JOTABÊ MEDEIROS - Agência Estado

Em Viena, Áustria, vive um ex-hippie de 56 anos que é considerado um Indiana Jones da música. Amparado por uma rede mundial de informantes, ele faz um trabalho incansável e heróico de arqueologia em busca de artefatos perdidos em territórios ermos do planeta. O nome dele é Hans Pokora, vulgo Caçador de Bolachas Perdidas.

Pokora é editor de um catálogo famoso entre os caçadores de raridades discográficas, o Record collector dreams, e possui cerca de 8,5 mil discos de vinil raros em sua casa. Álbuns dos quais, muitas vezes, nem os próprios autores têm cópias hoje em dia e cujo valor pode chegar a 10 mil euros (cerca de R$ 30 mil).

Como Indiana Jones, Pokora também cai em ciladas às vezes – já chegou a comprar um disco cobiçado, Forever amber, da Inglaterra, por US$ 6 mil, e depois descobriu que o álbum era uma porcaria. Mas também já “escavou” maravilhas, como o LP de garage rock Johnny Kendall & The Heralds, da Holanda, lançado em 1965. “Passei um feriado de dois dias ouvindo o disco, acho que rodei umas 50 vezes esse maravilhoso LP”, conta.

Hans Pokora não tem toca-CDs em casa, nem aparelhos de MP3. “Tenho só um velho gravador de fita e um toca-discos. Não tenho CD player nem MP3, não é o meu mundo.” Seu negócio é vinil. “O melhor investimento é o vinil em perfeitas condições, porque seu valor aumenta a cada ano. Os CDs não têm um valor real. Os velhos vinis são antiguidades e têm admiradores em todas as épocas.”

“Cerca de 20 anos atrás, viajei dois anos pelo mundo todo comprando discos. Estive na Ásia, Estados Unidos, Canadá, África, Austrália. Encontrei colecionadores em todos os países. Comecei minha coleção em 1975, quando eu comprava LPs de beat e garage.” Para Pokora, seu trabalho é uma boa maneira de ganhar dinheiro. “Discos de vinil raros são um grande investimento. Nos meus livros, muitos dos álbuns chegam a valer entre 5 mil e 10 mil”, afirma Pokora. Os seus catálogos estipulam um preço mínimo para que um disco raro ou “muito bom” entre na lista: 75.

Os maiores colecionadores e experts em raridades do País aprovam o trabalho de Pokora. “Tem capas maravilhosas nos livros. O gosto dele é meio bicho-grilo, meio ripongo, mas pelo menos ele promove uma valorização da música brasileira”, diz Luiz Carlos Calanca, do mítico selo e da loja Baratos Afins. “Conheço pessoas que compraram os discos depois de terem visto nos catálogos dele”, afirma.

O paranaense Anderson Carvalho Carrion, que possui cerca de 3 mil discos raros, diz que Pokora faz um trabalho essencial para o colecionador. “Todo colecionador quer ter algo que seja difícil para outro colecionador, essa é a essência das coleções” diz, acrescentando que não há especulação nessa atividade. “Ninguém compra para revender, compra para ter.”

Segundo Carrion, o vinil tornou-se o objeto de desejo por diversas razões: a arte das capas, o tamanho, o trabalho de informação dos encartes. “Se eu tiver a opção de escolher entre o CD e o vinil, sempre pego o vinil”, diz, lembrando o caso novíssimo da banda curitibana Feichecleres um trio de rock setentista que lançou seu trabalho em vinil e as cópias esgotaram-se na hora.

“Agora estou à procura de outro disco brasileiro raro para incluir no catálogo 5001, que estou finalizando”, diz Hans Pokora, que trabalha longe das gravadoras e companhias de discos e também sem apoio oficial. Entre seus discos brasileiros preferidos estão os de Sound Factory, Spectrum, Marconi Notaro, Lailson e Lula Côrtes (Satwa), Tobruk e Som Imaginário.

Tuesday, October 25, 2005

Sons do Brasil dos anos 70-O psicadelismo e Rock Progressivo

O desprezo pelas edições em CD de discos antigos parece ser comum nos PALOP.
Também no Brasil existem preciosidade que nunca foram editadas em CD.
Como exemplo citamos O LP 'No Sub Reino dos Metazoários', de Marconi Notaro, é dos expoentes da cena psicodélica nordestina. Lançado em 1973, enquadra-se na linha de obras como os discos de Lula Côrtes & Lailson - 'Paebirú' e 'Satwa', clássicos da psicodelia nacional.
Ultra-psicodélico em alguns momentos, como na faixa, o disco abre com o samba 'Desmantelado' (composto por Notari em 1968, "nos áureos tempos do Teatro Popular do Nordeste), com o regional formado por Notari, Robertinho de Recife, Zé Ramalho e Lula, entre outros. A segunda faixa, 'Ah Vida Ávida', com 'Notaro jogando água na cacimba de Itamaracá', mais Lula na 'cítara popular' e Zé Ramalho na viola indicam o que vem a seguir, um misto de alucinada psicodelia com pinceladas da mais singela música popular, como o frevinho 'Fidelidade' (... "permaneço fiel às minhas origens, filho de Deus, sobrinho de Satã" ...).
O momento mais radical disco álbum é a quinta faixa, 'Made in PB', parceria de Notaro com Zé Ramalho, um rockaço clássico, destacando a guitarra distorcida de Robertinho de Recife e efeitos de eco. As músicas 'Antropológicas 1' e 'Antropológica 2', como a maioria das outras canções, são improvisos de estúdio, reunindo os músicos já citados, com ótimo resultado sonoro e poético.
Com produção do pessoal do grupo multimídia de Lula Côrtes e sua mulher Kátia Mesel, o disco foi gravado nos estúdio da TV Universitária de Recife e da gravadora Rozenblit, também na capital pernambucana. A capa é um desenho de Lula Côrtes, tão chapado esteticamente quanto o som que o tosco papelão embalava, com um foto de Marconi Notaro no centro, com o rosto dividido entre a capa frontal e a contracapa.
O álbum, infelizmente, como a maioria do catálogo da Rozenblit permanece inédito, esperando uma cuidada reedição oficial. O LP original é praticamente impossível de ser encontrado, mas uma ótima cópia em CDr já circula no universo de colecionadores.
The Galaxies
- The Galaxies

Lançado em 1968, The Galaxies, uma das maiores raridades da garagem e da psicodelia tropical, foi gravado pelo selo Som Maior, em São Paulo. Formado pelo inglês David Charles Odams (guitarra e vocal), pela americana Jocelyn Ann Odams (maracas e vocal) e pelos brasileiros Alcindo Maciel (guitarra e vocal) e José Carlos de Aquino (guitarra e bateria), o grupo destacou-se no circuito de garagem da capital paulista.
O repertório do disco traz clássicos como o original Linda Lee e os covers para I’m Not Talking e Orange Skies e Que Vida, ambas do grupo americano Love, além de outras peças de blues e sucessos da época. Apesar das dificuldades de gravação da época, o álbum tem boa qualidade técnica, instrumental e vocais bem colocadas, particularmente devido ao domínio que seus integrantes tinha do inglês.
Também tocou no disco o guitarrista Carlos Eduardo Aun (Tuca), que não aparece na ficha técnica porque, na mesma época, era titular dos Baobás. Inédito em cd, é um dos álbuns mais procurados pelos colecionadores inte Spectrum
- Geração Bendita
Era 1971, dois anos pós-Woodstock, e a juventude brasileira ainda vivia os efeitos da "Era de Aquarius", mesmo que de forma uma pouca tardia. Em meio a onda de paz e amor, um grupo de jovens músicos e cineastas de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, mergulhou fundo na produção do que se chamou na época de "o primeiro filme hippie brasileiro". Intitulado "Geração Bendita", o filme dirigido por Carlos Bini, e rodado na região, deixou registrado, além das imagens de uma época, uma trilha sonora tão surpreendente quanto rara.
Gravado nos estúdio da Todamérica, no Rio de Janeiro, o disco também chamado "Geração Bendita" é assinado pelo grupo Spectrum, formado por ex-membros da banda 2000 Volts e atores/músicos do filme. Integravam o grupo os músicos Caetano, Serginho, David, Fernando e Toby, que dividiam os instrumentos e as composições feitas em parceria. Com idade média de 21 anos, a experiência do grupo resumia-se à cena local, onde iniciaram tocando covers de Beatles "tão bem feito que chegavam, por vezes, a achar que o som era de rádio, ou de gravador", diz hoje o guitarrista Caetano.
O álbum com pouco mais de trinta minutos reúne doze canções, com letras em português e algumas em inglês, em sua maioria falando de paz, amor liberdade, natureza e outros temas e valores expressivos do período. O instrumental, com profusão das fuzz-guitar a varrer, e os vocais à la Beatles, sintonizavam com a produção mundial e situava o trabalho do grupo acima do padrão nacional da época. Caetano lembra hoje que o disco chamou a atenção dos disc-jockeys Big Boy e Ademir, mas acabou ignorado pelo mídia. Espaço natural para divulgação do álbum, o jornal Rolling Stone, em sua versão nacional, só veio a público no início de 1972, quando o grupo já não mais existia.
"Não tinhamos recursos técnicos, os instrumentos eram nacionais, de segunda, terceira mão, mas havia uma coisa maior que nos movia, que era o sentimento daquela geração", conta Caetano, que ainda tocou por algum tempo na região. Tanto ele quanto outros integrantes da banda, ainda moram em Nova Friburgo e partilham com a cidade e inúmeros hoje ilustres moradores a memória daqueles "momentos mágicos, coloridos e intensamente vividos". Recentemete, por iniciativa de Caetano, e de outros remanescentes do movimento, chegou-se a tentar a realização de um festival, que resumiu-se em uma sessão do filme, sem ir adiante.
Nova Friburgo e outras cidades da Região Serrana do Rio de Janeiro foram pólo de atração de grupos musicais e comunidades hippies que para lá transferiram-se em busca de "paz, harmonia e contato com a natureza". Um dos grupos que andou por lá uns tempos foi o gaúcho Liverpool, antes de transformar-se no Bixo da Seda, em 1974. O mais famoso foi o Mutantes, já contando apenas com Sérgio Dias da formação original, que instalou-se em uma casa em Nova Petrópolis. Nova Friburgo, de forma especial, contava com uma cena local forte, com diversos grupos da região e presença de bandas do Rio de Janeiro que lá iam tocar, como A Bolha e Analfabitles, entre outras.
Apesar de ignorado em sua época, o álbum resistiu ao tempo e, hoje, ocupa os primeiros lugares nas "want lists" (procurados) de colecionadores mundiais de raridades psicodélicas (é um dos lps do livro "2001 Record Collector Dreams", editado pelo austríaco Hans Pokora, que reúne capas de discos raros de todo o mundo). Um interesse que, recentemente, chamou a atenção de selos estrangeiros especializados em reedições limitadas em vinil - 180 gramas, e mesmo em cd, que buscaram contato com a banda para relançar o álbum. Assunto que vem sendo tratado junto ao selo original e detentor dos direitos de edição, podendo resultar também em uma tiragem nacional, que tornará finalmente o disco "Geração Bendita" acessível aos comuns dos mortais

Monday, October 24, 2005

BIG BROTHER IS WATHCING YOU

Informação codificada em impressoras
Uma organização privada de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos denunciou a existência de impressoras laser a cores que escondem informação codificada capaz de localizar qualquer pessoa.
Parece um típico caso da teoria da conspiração, mas uma associação de defesa dos direitos civis garante que as impressoras laser a cores existentes no mercado contêm informação camuflada.Os documentos impressos são aparentemente anónimos; o que não se sabia é que estes podem esconder um código secreto da impressora que os produziu. Esta informação foi denunciada recentemente pela Electronic Frontier Foundation (EFF), que assegurou tratar-se de um sistema usado essencialmente para localizar dissidentes políticos.
No ano passado, a revista PC World (ver artigo original) já tinha abordado este assunto ao noticiar que os documentos de algumas impressoras a cores existentes no mercado deixavam pequenos pontos amarelos ao fundo das páginas, apenas visíveis com uma lupa. O referido artigo chegou a citar um especialista da Xerox que confirmou a existência das marcas com informação codificada, útil para as autoridades policiais dos Estados Unidos localizarem criminosos.
De acordo com a denúncia da EFE, o código secreto contém um número de série, assim como a data e a hora em que o documento foi impresso. Um dos fabricantes visados é a Xerox (modelo DocuColor), mas também poderão estar implicados nesta prática a Hewlett-Packard, Canon, Epson e Lexmark.
Fonte Ciberia