Friday, December 09, 2005

Imagine J Lenon Alive


As Saudades dos anos 80 confundem-se com a magoa da morte do guru do Rock/pop Jonh Lenon.
Como seria a mundo da musica..e não só se ele estivesse vivo.
Só ele conhecia o segredo das mulheres e descobriu-o em Yoko ono.
Oiçam a musica "woman" e vejam se não está lá tudo.
Obrigado pelos maravilhosos sons e palavras musicais que deixaste John essa herança
faz-te imortal.
Até sempre!!

Friday, November 25, 2005

QUANDO AS GERAÇÕES MUSICAIS SE JUNTAM NUM SÓ DISCO


Em 1973 , José Cid toca "Moog" no disco " A Bruma Azul do Desejado" , gravado com Frei Hermano da Câmara e o Quarteto 1111.
Este foi o último disco que Cid gravou com o Quarteto, antes de abandonar. Mas, em 1974, o grupo já estava de novo reunido para gravar "Onde, Quando e Porquê, Cantamos Pessoas Vivas". Agora , para além de Cid , eram membros da banda o baterista Guilherme Inês, Mike Seargent , Tozé Brito e António Moniz Pereira.

Wednesday, November 23, 2005

O Meu Moleskine

Os notebooks Moleskine são considerados blocos de notas históricos, quem não se lembra do Indiana Jones com o seu Moleskine.
Os livros de notas são utilizados para viagens há mais de dois séculos por intelectuais, escritores e artistas plásticos europeus que os usaram para tomar nota das suas ideais, reflexões e imagens, tornando-os em objectos de culto dos nossos dias. Van Gogh, Henri Matisse, Pablo Picasso, André Breton e Ernest Hemingway são apenas algumas referências no universo dos utilizadores. Relançados nos nossos dias, mantêm a tradição de bloco de notas discreto, são actualmente encarados como “um símbolo do nomadismo contemporâneo”.

Tuesday, November 15, 2005

PEROLAS DA MUSICA ROCK/POP: QUARTETO 1111 E OUTROS






O que têm em comum Frei Hermano da Camara, José Cheta, Tonicha e Herminia Silva ?
Está bem...todos cantam ou cantaram em Português...e gravaram com o quarteto 1111 e José Cid.
Edições em CD...nem vêlas ?.
Só mesmo num País como o nosso estas obras permanecem desconhecidas e perdidas no tempo.
Os discos estão a ser vendidos em sites de Leilões estrangeiros por preços proibitivos.
Fica a memória do que foi o Quarteto 1111 e a abertura revolucionaria que os seus musicos operaram em Portugal (que foi depois continuada por Zeca Afonso).

José Cid nasceu na Chamusca a 4 de Fevereiro de 1942.

A fama chegou-lhe inicialmente através da sua participação como teclista e vocalista no Quarteto 1111, onde obteve grande êxito com a canção "A lenda de El-Rei D.Sebastião". Esta canção, inovadora para a época, apresentava sons diferentes daqueles a que o público estava habituado, com reflexos psicadélicos. Ainda com o quarteto, concorreu ao festival da canção de 1968, com "Balada para D.Inês".

Em 1973, a banda adopta o nome Green Windows, numa tentativa de internacionalização.

Uma das suas composições mais conhecidas, "Ontem, Hoje e Amanhã", recebe o prémio "outstanding composition" no Festival Yamaha de Tóquio, em 1975, deixando para trás nomes como Elton John ou os espanhóis Aguaviva

Em 1978 publica o álbum "10000 depois entre Vénus e Marte", um marco na história do rock progressivo, e que vem a obter mais tarde reconhecimento a nível internacional.

José Cid concorreu ao Festival da Canção de 1978 com três composições, alcançando o 2º lugar com "O meu piano". Em 1980, com a canção "Um grande, grande amor", vence este certame.

É o autor de outros grandes êxitos, como "Olá vampiro bom", "A Rosa que te dei", "Como o macaco gosta de banana", "Mosca Superstar" ou "Cai neve em Nova York".

É monárquico e vive actualmente na Anadia.

Em 2004, José Cid participou em anúncios de uma conhecida marca de chás gelados, nos quais se interpretou a si próprio, cantando e vindo do espaço, enquanto proferia a frase: "Olá malta! Tudo bem? Tá-se?"
Frases interessantes proferidas por José Cid.

"Se Elton John tivesse nascido na Chamusca, não teria tido tanto êxito como eu." in Pública, 2003
"Tentaram e conseguiram pôr-me na prateleira. Mas a verdade é que os outros artistas estão na prateleira e eu estou cá." in Pública, 2003
"A nova geração tem de descobrir qual é o seu dinossauro Todos os países têm o seu dinossauro. Os franceses têm o Johnny Halliday, os espanhóis o Miguel Rios. Ambos são uma porcaria ao pé de mim. Sou infinitamente melhor do que eles e tenho uma melhor estética." in Pública, 2003
"Usem e abusem de mim. Estou cá, canto e bem ao vivo. Façam de mim o que quiserem. Estou com uma grande voz." in Pública, 2003
"Adoro o «Cantor da TV», a canção menos comercial daquele álbum [Nasci prà música]. Dificilmente conseguiria escrever [outro] tema daquela maneira. É muito bem esgalhado e muito bem tocado." in Pública, 2003
"Essa canção [Como o macaco gosta de banana] foi um escândalo. As pessoas julgaram que era uma canção ordinária. (...) Divirto-me à brava quando a oiço, porque é uma canção que não se pode levar a sério. Tem um sentido de humor de abandalhar o sistema." in Pública, 2003
"Olá malta! Tudo bem? Tá-se?" in anúncio Lipton, 2004
"Dá-me favas com chouriço." in Cabaré da Coxa, 2004

Thursday, November 10, 2005

casa vende-se mas com...brinde!!

1º contrato de compra e venda de imóvel com mulher incluída

Loira de 48 anos pôs a sua casa à venda e inclui-se no pacote, pode ver aqui o desenvolvimento do insólito. Dá-se preferência a compradores machos entre 40 a 60 anos de idade, inteligentes, chefes de cozinha pois a senhora percebe pouco do assunto. Exige-se também que seja um rambo aventureiro, gentil e generoso, com carreira profissional. Deve gostar de viajar e filhos duma prévia relação serão benvindos.
ver em http://www.smarthouse.com.au/Entertainment/TVs_And_Large_Display/?article=/Entertainment/TVs%20And%20Large%20Display/News/D4C4C7F6

Wednesday, November 09, 2005

Mais recordações da passagem dos Marillion por Portugal em 1985


triticale

Hà 20 anos foi assim -Marillion


Estiveram cá mas a tragedia de Heysel estava ainda quente na memória de todos e não foi ver o concerto.
Nunca mais voltariam cá com a formação clássica.
O fish esteve cá em Lisboa em 1989 e os Marillion (com vocalista S. Hogarth) em 1991.
Fish veio aos Açores em Agosto e os Marillion tocaram nos Açores em Setembro.
20 anos depois a musica mudou muito (para pior) e estes dois grupos musicais continuam a "ARRASTAR" a memória dos 80s sem chama nenhuma... o que vale são os fieis fans.

As brilhantes alterações ao CE em aplicação

" Bateram-me NO AUTOMOVEL por trás...
Enquanto punha o colecte retro-reflector devidamente homologado pela Norma de qualidade (...) e verificava se o mesmo tinha instruções em Português ...antes de sair do carro, o gajo que me bateu....fugiu..."
Para cumulo telefonei para PSP para registarem a ocorrencia e disseram-me que só vinham de houvesse feridos...
MAIS PALAVRAS PARA QUÊ ? ESTAMOS EM PORTUGAL...

Wednesday, November 02, 2005

NO TEMPO DO VINIL

Campanha: "NÃO JOGUE SEUS VINIS FORA, VEJA QUANTO ELES PODEM VALER! MAS NÃO OS VENDA!"
Vou transcrever aqui por completo duas reportagens do JC, prumode sei que poucos leitores são seus assinantes e possuem senha. Superinteressante para os amantes do Vinil!

O caçador do vinil perdido
Publicado em 28.08.2005

Dono do Record collector dreams possui cerca de 8,5 mil discos de vinil raros em casa. Alguns podem custar até a “bagatela” de R$ 30 mil

JOTABÊ MEDEIROS - Agência Estado

Em Viena, Áustria, vive um ex-hippie de 56 anos que é considerado um Indiana Jones da música. Amparado por uma rede mundial de informantes, ele faz um trabalho incansável e heróico de arqueologia em busca de artefatos perdidos em territórios ermos do planeta. O nome dele é Hans Pokora, vulgo Caçador de Bolachas Perdidas.

Pokora é editor de um catálogo famoso entre os caçadores de raridades discográficas, o Record collector dreams, e possui cerca de 8,5 mil discos de vinil raros em sua casa. Álbuns dos quais, muitas vezes, nem os próprios autores têm cópias hoje em dia e cujo valor pode chegar a 10 mil euros (cerca de R$ 30 mil).

Como Indiana Jones, Pokora também cai em ciladas às vezes – já chegou a comprar um disco cobiçado, Forever amber, da Inglaterra, por US$ 6 mil, e depois descobriu que o álbum era uma porcaria. Mas também já “escavou” maravilhas, como o LP de garage rock Johnny Kendall & The Heralds, da Holanda, lançado em 1965. “Passei um feriado de dois dias ouvindo o disco, acho que rodei umas 50 vezes esse maravilhoso LP”, conta.

Hans Pokora não tem toca-CDs em casa, nem aparelhos de MP3. “Tenho só um velho gravador de fita e um toca-discos. Não tenho CD player nem MP3, não é o meu mundo.” Seu negócio é vinil. “O melhor investimento é o vinil em perfeitas condições, porque seu valor aumenta a cada ano. Os CDs não têm um valor real. Os velhos vinis são antiguidades e têm admiradores em todas as épocas.”

“Cerca de 20 anos atrás, viajei dois anos pelo mundo todo comprando discos. Estive na Ásia, Estados Unidos, Canadá, África, Austrália. Encontrei colecionadores em todos os países. Comecei minha coleção em 1975, quando eu comprava LPs de beat e garage.” Para Pokora, seu trabalho é uma boa maneira de ganhar dinheiro. “Discos de vinil raros são um grande investimento. Nos meus livros, muitos dos álbuns chegam a valer entre 5 mil e 10 mil”, afirma Pokora. Os seus catálogos estipulam um preço mínimo para que um disco raro ou “muito bom” entre na lista: 75.

Os maiores colecionadores e experts em raridades do País aprovam o trabalho de Pokora. “Tem capas maravilhosas nos livros. O gosto dele é meio bicho-grilo, meio ripongo, mas pelo menos ele promove uma valorização da música brasileira”, diz Luiz Carlos Calanca, do mítico selo e da loja Baratos Afins. “Conheço pessoas que compraram os discos depois de terem visto nos catálogos dele”, afirma.

O paranaense Anderson Carvalho Carrion, que possui cerca de 3 mil discos raros, diz que Pokora faz um trabalho essencial para o colecionador. “Todo colecionador quer ter algo que seja difícil para outro colecionador, essa é a essência das coleções” diz, acrescentando que não há especulação nessa atividade. “Ninguém compra para revender, compra para ter.”

Segundo Carrion, o vinil tornou-se o objeto de desejo por diversas razões: a arte das capas, o tamanho, o trabalho de informação dos encartes. “Se eu tiver a opção de escolher entre o CD e o vinil, sempre pego o vinil”, diz, lembrando o caso novíssimo da banda curitibana Feichecleres um trio de rock setentista que lançou seu trabalho em vinil e as cópias esgotaram-se na hora.

“Agora estou à procura de outro disco brasileiro raro para incluir no catálogo 5001, que estou finalizando”, diz Hans Pokora, que trabalha longe das gravadoras e companhias de discos e também sem apoio oficial. Entre seus discos brasileiros preferidos estão os de Sound Factory, Spectrum, Marconi Notaro, Lailson e Lula Côrtes (Satwa), Tobruk e Som Imaginário.

Tuesday, October 25, 2005

Sons do Brasil dos anos 70-O psicadelismo e Rock Progressivo

O desprezo pelas edições em CD de discos antigos parece ser comum nos PALOP.
Também no Brasil existem preciosidade que nunca foram editadas em CD.
Como exemplo citamos O LP 'No Sub Reino dos Metazoários', de Marconi Notaro, é dos expoentes da cena psicodélica nordestina. Lançado em 1973, enquadra-se na linha de obras como os discos de Lula Côrtes & Lailson - 'Paebirú' e 'Satwa', clássicos da psicodelia nacional.
Ultra-psicodélico em alguns momentos, como na faixa, o disco abre com o samba 'Desmantelado' (composto por Notari em 1968, "nos áureos tempos do Teatro Popular do Nordeste), com o regional formado por Notari, Robertinho de Recife, Zé Ramalho e Lula, entre outros. A segunda faixa, 'Ah Vida Ávida', com 'Notaro jogando água na cacimba de Itamaracá', mais Lula na 'cítara popular' e Zé Ramalho na viola indicam o que vem a seguir, um misto de alucinada psicodelia com pinceladas da mais singela música popular, como o frevinho 'Fidelidade' (... "permaneço fiel às minhas origens, filho de Deus, sobrinho de Satã" ...).
O momento mais radical disco álbum é a quinta faixa, 'Made in PB', parceria de Notaro com Zé Ramalho, um rockaço clássico, destacando a guitarra distorcida de Robertinho de Recife e efeitos de eco. As músicas 'Antropológicas 1' e 'Antropológica 2', como a maioria das outras canções, são improvisos de estúdio, reunindo os músicos já citados, com ótimo resultado sonoro e poético.
Com produção do pessoal do grupo multimídia de Lula Côrtes e sua mulher Kátia Mesel, o disco foi gravado nos estúdio da TV Universitária de Recife e da gravadora Rozenblit, também na capital pernambucana. A capa é um desenho de Lula Côrtes, tão chapado esteticamente quanto o som que o tosco papelão embalava, com um foto de Marconi Notaro no centro, com o rosto dividido entre a capa frontal e a contracapa.
O álbum, infelizmente, como a maioria do catálogo da Rozenblit permanece inédito, esperando uma cuidada reedição oficial. O LP original é praticamente impossível de ser encontrado, mas uma ótima cópia em CDr já circula no universo de colecionadores.
The Galaxies
- The Galaxies

Lançado em 1968, The Galaxies, uma das maiores raridades da garagem e da psicodelia tropical, foi gravado pelo selo Som Maior, em São Paulo. Formado pelo inglês David Charles Odams (guitarra e vocal), pela americana Jocelyn Ann Odams (maracas e vocal) e pelos brasileiros Alcindo Maciel (guitarra e vocal) e José Carlos de Aquino (guitarra e bateria), o grupo destacou-se no circuito de garagem da capital paulista.
O repertório do disco traz clássicos como o original Linda Lee e os covers para I’m Not Talking e Orange Skies e Que Vida, ambas do grupo americano Love, além de outras peças de blues e sucessos da época. Apesar das dificuldades de gravação da época, o álbum tem boa qualidade técnica, instrumental e vocais bem colocadas, particularmente devido ao domínio que seus integrantes tinha do inglês.
Também tocou no disco o guitarrista Carlos Eduardo Aun (Tuca), que não aparece na ficha técnica porque, na mesma época, era titular dos Baobás. Inédito em cd, é um dos álbuns mais procurados pelos colecionadores inte Spectrum
- Geração Bendita
Era 1971, dois anos pós-Woodstock, e a juventude brasileira ainda vivia os efeitos da "Era de Aquarius", mesmo que de forma uma pouca tardia. Em meio a onda de paz e amor, um grupo de jovens músicos e cineastas de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, mergulhou fundo na produção do que se chamou na época de "o primeiro filme hippie brasileiro". Intitulado "Geração Bendita", o filme dirigido por Carlos Bini, e rodado na região, deixou registrado, além das imagens de uma época, uma trilha sonora tão surpreendente quanto rara.
Gravado nos estúdio da Todamérica, no Rio de Janeiro, o disco também chamado "Geração Bendita" é assinado pelo grupo Spectrum, formado por ex-membros da banda 2000 Volts e atores/músicos do filme. Integravam o grupo os músicos Caetano, Serginho, David, Fernando e Toby, que dividiam os instrumentos e as composições feitas em parceria. Com idade média de 21 anos, a experiência do grupo resumia-se à cena local, onde iniciaram tocando covers de Beatles "tão bem feito que chegavam, por vezes, a achar que o som era de rádio, ou de gravador", diz hoje o guitarrista Caetano.
O álbum com pouco mais de trinta minutos reúne doze canções, com letras em português e algumas em inglês, em sua maioria falando de paz, amor liberdade, natureza e outros temas e valores expressivos do período. O instrumental, com profusão das fuzz-guitar a varrer, e os vocais à la Beatles, sintonizavam com a produção mundial e situava o trabalho do grupo acima do padrão nacional da época. Caetano lembra hoje que o disco chamou a atenção dos disc-jockeys Big Boy e Ademir, mas acabou ignorado pelo mídia. Espaço natural para divulgação do álbum, o jornal Rolling Stone, em sua versão nacional, só veio a público no início de 1972, quando o grupo já não mais existia.
"Não tinhamos recursos técnicos, os instrumentos eram nacionais, de segunda, terceira mão, mas havia uma coisa maior que nos movia, que era o sentimento daquela geração", conta Caetano, que ainda tocou por algum tempo na região. Tanto ele quanto outros integrantes da banda, ainda moram em Nova Friburgo e partilham com a cidade e inúmeros hoje ilustres moradores a memória daqueles "momentos mágicos, coloridos e intensamente vividos". Recentemete, por iniciativa de Caetano, e de outros remanescentes do movimento, chegou-se a tentar a realização de um festival, que resumiu-se em uma sessão do filme, sem ir adiante.
Nova Friburgo e outras cidades da Região Serrana do Rio de Janeiro foram pólo de atração de grupos musicais e comunidades hippies que para lá transferiram-se em busca de "paz, harmonia e contato com a natureza". Um dos grupos que andou por lá uns tempos foi o gaúcho Liverpool, antes de transformar-se no Bixo da Seda, em 1974. O mais famoso foi o Mutantes, já contando apenas com Sérgio Dias da formação original, que instalou-se em uma casa em Nova Petrópolis. Nova Friburgo, de forma especial, contava com uma cena local forte, com diversos grupos da região e presença de bandas do Rio de Janeiro que lá iam tocar, como A Bolha e Analfabitles, entre outras.
Apesar de ignorado em sua época, o álbum resistiu ao tempo e, hoje, ocupa os primeiros lugares nas "want lists" (procurados) de colecionadores mundiais de raridades psicodélicas (é um dos lps do livro "2001 Record Collector Dreams", editado pelo austríaco Hans Pokora, que reúne capas de discos raros de todo o mundo). Um interesse que, recentemente, chamou a atenção de selos estrangeiros especializados em reedições limitadas em vinil - 180 gramas, e mesmo em cd, que buscaram contato com a banda para relançar o álbum. Assunto que vem sendo tratado junto ao selo original e detentor dos direitos de edição, podendo resultar também em uma tiragem nacional, que tornará finalmente o disco "Geração Bendita" acessível aos comuns dos mortais

Monday, October 24, 2005

BIG BROTHER IS WATHCING YOU

Informação codificada em impressoras
Uma organização privada de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos denunciou a existência de impressoras laser a cores que escondem informação codificada capaz de localizar qualquer pessoa.
Parece um típico caso da teoria da conspiração, mas uma associação de defesa dos direitos civis garante que as impressoras laser a cores existentes no mercado contêm informação camuflada.Os documentos impressos são aparentemente anónimos; o que não se sabia é que estes podem esconder um código secreto da impressora que os produziu. Esta informação foi denunciada recentemente pela Electronic Frontier Foundation (EFF), que assegurou tratar-se de um sistema usado essencialmente para localizar dissidentes políticos.
No ano passado, a revista PC World (ver artigo original) já tinha abordado este assunto ao noticiar que os documentos de algumas impressoras a cores existentes no mercado deixavam pequenos pontos amarelos ao fundo das páginas, apenas visíveis com uma lupa. O referido artigo chegou a citar um especialista da Xerox que confirmou a existência das marcas com informação codificada, útil para as autoridades policiais dos Estados Unidos localizarem criminosos.
De acordo com a denúncia da EFE, o código secreto contém um número de série, assim como a data e a hora em que o documento foi impresso. Um dos fabricantes visados é a Xerox (modelo DocuColor), mas também poderão estar implicados nesta prática a Hewlett-Packard, Canon, Epson e Lexmark.
Fonte Ciberia

Thursday, October 20, 2005

A MÁQUINA DO TEMPO

Nos últimos anos da sua vida, o poeta irlandês Yeats sentiu-se sem inspiração. Foi na memória que a reencontrou. No poema Circus Animal's Desertion começa por notar como a falta de inspiração o leva a confrontar-se com a sua vida

Procurei um tema e procurei em vão / Procurei diariamente, seis semanas ou algo assim / Talvez, agora, sendo apenas um homem desgasta-do / Tenha de estar satisfeito com o meu coração, / Embora Inverno e Verão até à velhice se tenham iniciado / / Os meus animais de circo estavam todos em exposição / (…) Que posso fazer senão enumerar velhos temas.

Só que Yeats compõe a partir destes velhos temas um retrato original da sua vida. Não sei é se Yeats está a revisitar a sua vida ou a basear-se nela para construir uma nova. É por isso que o regresso de que fala no fim também aparece como um novo princípio

Aquelas imagens de mestre porque completas / Cresceram numa mente pura, mas de onde vieram? / /Um monte de lixo, o varrer das valetas / Velhas chaleiras, velhas garrafas, e as latas que se partiram, / Velhas pedras, velhos ossos, velhos trapos, a velha / Que mantém a contabilidade / Agora que a minha escada se foi /Tenho de me deitar onde todas as escadas principiam/ No ferro velho do coração.

Yeats não se repetiu. Inspirou- -se na memória. Numa altura em que assistimos a tantas repetições talvez seja bom lembrar que a memória não tem que ser sinal de repetição mas de um novo conhecimento. A memória é o que transporta o passado até ao presente. Ao fazê-lo, no entanto, deixa espaço à interpretação. Esta é moldada pelo tempo e a dúvida é saber se o tempo apura a memória ou, ao contrário, a engana.

Parece que o nosso cérebro organiza dois tipos diferentes de memória a memória de curto prazo (ligada aos aspectos sensoriais: som, olhar, cheiro, tacto) e uma memória de longo prazo. Qual estará mais próxima da verdade? Será que conhecemos verdadeiramente alguém ou alguma coisa quando estamos na sua presença ou quando damos tempo à nossa memória para seleccionar o que essa pessoa ou facto têm realmente de importante. Será que a distância temporal nos torna mais objectivos ou, simplesmente, mais selectivos?

Tendemos a ver a memória como o registo da nossa vida. Mas a memória não é um processo de gravação mas sim de edição. É que a memória é finita e, logo, temos de seleccionar o que merece fazer parte des- sa memória. Editamos o nosso passado para construir a nossa memória das coisas e das pessoas. Por vezes, exacerbamos o que elas tiveram de negativo, outras vezes exaltamos o que tiveram de positivo. Só que não sabemos se devemos acreditar na nossa nova história ou na história que nos lembra a memória da nossa memória. Há até quem mude de memória consoante muda de história. É nossa, no entanto, a responsabilidade do que cabe na nossa memória. É por isso que não se podem justificar certas falhas de memória com os limites da memória "Esqueceste-te do nosso aniversário!" "Desculpa, querida, mas já não tinha memória disponível…"

A verdade é que uma boa memória não é uma grande memória (que se lembra de muita coisa) mas sim uma memória crítica. Mais relevante que a informação que nos transmite a memória é a curiosidade que ela pode promover. Nada tem mais memória ou informação que um computador mas, não diremos que um computador é culto ou faz bom uso da memória. O conhecimento não se esgota na memória. Ao contrário, a memória deve ser um incentivo ao conhecimento. Mais do que como uma base de dados, devemos conceber a memória como um instrumento de juízo crítico e fonte de inspiração. A razão não nos permite controlar a memória mas permite-nos discutir com ela. Emoção e razão de novo juntas… Como diz Kaufman (o argumentista de um filme-chave sobre a memória The Eternal Sunshine of the Spotless Mind) "A história é sobre emoções e sobre a memória e ambas estão no cérebro. Se a centrasse no coração, seria apenas sobre bombear sangue."

É por isso que não concebo memória mais importante que a memória emocional. Neste caso, o que conta não é tanto se a memória reproduz uma verdade histórica, mas sim a inspiração que pode resultar dessa memória. É assim com a memória da mulher que se ama não é visual mas emocional. A emoção que me transmite a sua memória revela-me a sua beleza mas não me permite descrevê-la. Será esta memória verdadeira? Pouco importa, o que é importante é que ela mereça essa memória. Há memórias assim, em que o que nos fica gravado é a emoção que algo nos provocou. Só que a memória também nos provoca novas emoções: a tristeza é a memória dos maus momentos; a melancolia é a forma como a memória se recorda dos momentos felizes.

Hoje, no entanto, as pessoas parecem menos preocupadas com a sua memória do que com a memória com que os outros ficam delas. Os diários e as autobiografias têm, frequentemente, pouco de memória e muito de tentativa de implantação de uma certa memória nos outros. E o que será pior ser uma má memória ou não fazer parte da sua memória? Também se diz que há pessoas sem memória: é o caso dos chefes que nos despedem ou das mulheres que nos deixam! Claro que a razão, frequentemente, é outra: é que elas não partilham das nossas memórias…

Hoje em dia, até a memória parece ser a prazo. Recentemente, ouvi na rádio que a qualidades das novas formas de impressão das fotografias digitais é muito superior à anterior mas que apenas durarão cem anos. Aparentemente isto é comum a outros meios de gravação actuais. Já pensaram bem daqui a cem anos não existirá memória de nós. É verdade que há muitas coisas que se passam hoje das quais, provavelmente, preferíamos que não restasse memória, mas o que me preocupa não é tanto preservar a nossa memória mas assegurar o futuro dos outros: é que sem memória podem bem vir a repetir os nossos erros. Um povo que não faz bom uso da memória fica preso à sua história. Pensando bem, temo que hoje já seja comum repetirmo-nos sem memória. Portugal parece estar sempre a repetir o mesmo filme com actores diferentes. Falamos tanto da nossa memória colectiva, mas parece que não aprendemos nada com ela. O problema da memória colectiva é que se já é difícil aprender com a nossa memória (quantas vezes repetimos os mesmos erros), ainda é mais difícil aprender com a memória dos outros (de pouco serve conhecermos os seus erros). Daí que sejamos herdeiros de uma história mas não tenhamos memória.

Será que alguém se lembra de quando perdemos a memória?

Wednesday, October 12, 2005

25 ANOS SOBRE O "BOOM" DO ROCK PORTUGUES

Quase 25 anos depois do "Boom" já podemos analizar friamente a importancia historica do fenomeno iniciado por "Chico Fininho"; "cavalos de corrida" "perfume Patchouly"; "Chiclete";"propaganda"; "vem daí"; "malta á porta"ou "Ribeira".
O que aconteceu foi que os grupos como UHF e Já Fumega só em 80/81 descobriram a receita simples e directa para atingir o público (refrões com frases forte e sonoras - olhó robô;vejo malta à porta; vem daí; destruição;totobola... - que ficaram no ouvido e rifs de guitarra breves, com algum ska à mistura) memoria que antes não tinham logrado atingir a cantar em ingles ou com musicas como "Jorge Morreu" ou "here you are".
Acontecia algum extraordinário é que antes de 1980 as musicas eram muito elaboradas, embora extremamente bem tocadas, não tinham sentido prático.(A peça "Cosmunicação" dos Beatnicks tinha 45 minutos e a Lena d´agua dava gritos estridentes - nunca foi editada)
Era complicação demais para o publico em geral e para os Top´s.
Vejam-se os exemplos das musicas dos Tantra,Petrus Castrus, Banda do casaco e Salada de Frutas.
Como exemplo disto temos boas musicas que falharam os tops antes do boom.
Em 1971 os Albatroz com "Julio é um Duro" em 1979 os Corpo Diplomatico (ante camara dos Herois do Mar) com "Festa" e "Férias" e o album Musica Moderna, foram um rotundo falhanço.
As editoras como Vadeca, Rossil, RT, Imavox, Gira, Polydor etc.iniciaram o filão em 80-81,para o cortarem o filão um ano depois.
A moda de cantar em Português e as vendas em barda foi-se esgotando em 1983, só sobreviveram os do costume (Pedro Aires de Magalhães(Tantra, Herois do Mar, Né Ladeiras e os GNR (album do António Variações) estavam em todas.
Por exemplo o muito aguardado 2ºsingle dos "Historia Linda- Grupo do Baile" depois do mega sucesso "Patchouly" foi um flop, ou os albuns dos IODO, CTT, Beatnicks passarem despercebidos.
Os UHF desapareceram durante uns tempos sendo certo que o single"um mau rapaz" já não chegou aos tops.
Os albuns de grupos como TNT, NZZN, que tinham tido tanto sucesso em single foram pura e simplesmente arrasados pela critica, nomeadamente o Luis Filipe Barros para já não falar no M.E.C. que considerava não inexistir Rock Português (teorias).
Desta autentica revolução ficamos com 1 "nucleo Duro" constituido por Herois dos Mar (mais tarde atingiram a perfeição com Madredeus); G.N.R., Radio Macau, A. Emiliano, Telectu, UHF, Né Ladeiras, Lena DÁgua, Rão Kyao...Julio Pereira, e não mais a musica Portuguesa ficou no esquecimento.
Impunha-se a edição de um livro para fazer o balanço do BOOM e uma enciclopedia com todos os grupos, mas infelizmente nem a musica podemos ouvir porque não está editada em CD e os vinis são raros.
Veja-se no entanto a honrosa excepção que a edição dos 25 singles dos Xutos, do qual se destaca "Semen" "Papá deixa lá" "Remar-Remar" e o "O homem do leme", bem como "7º Single".
As editoras, especialmente a EMI - Valentim de Carvalho deviam seguir este exemplo.

Tuesday, October 11, 2005

SOM DA FRENTE - ONDE ESTÁ O A. SERGIO ?



Som da Frente-
Quando dos fabulosos dias da rádio em Portugal no pós-25 de Abril, houve um nome que se destacou na área musical: António Sérgio.
Surgido em 1982, o «Som da Frente» era mais do que um programa. Nas tardes ou nas madrugadas, o mítico espaço radiofónico viveu dez anos no éter a divulgar o que de melhor se fazia na música.

Para celebrar os vinte anos da primeira edição foi editado um duplo álbum com alguns desses momentos mágicos, nomeadamente os protagonizados por artistas como os Cramp, Talking Heads, Gang of Four, Teardrop Explodes, The Sound e Joy Division.

Poucas coisas são piores do que perder a memória do tempo. Ainda bem que alguns milhares de portugueses concordam e permitiram a entrada de «Som da Frente 1982-86» no Top 10 nacional na semana passada.

Actualmente na best rock fm" (98.1) à noite de 6º Feira, na rubrica "a hora do
lobo" ( começa ás 24h acho) C/António Sérgio e Ana Cristina Ferrãomantém o cunho alternativo e pioneiro de novas vagas musicais...É O VERDADEIRO GURU sendo o unico "ALTERNATIVO" em Portugal.
Aqui fica o alinhamento:
António Sérgio marca o início de cada dia com a divulgação do som e pensar alternativos. O "mestre" convida-te a entrar na toca entre a meia noite e as duas da madrugada, de Terça a Sábado, na Hora do Lobo.
Debaixo da língua
(de 3ª a 6ª feira, logo após a 01h00 da manhã)
Um espaço dedicado à “spoken word”, à palavra falada, às curiosidades do rock e não só.
Downtown
(de 3ª a 6ª feira, à 01h45)
Aqui dá-se dar lugar a sons não habituais no cenário alternativo da Hora do Lobo e que se tronou num desafio ao próprio programa tendo como objectivo conseguir romper com espartilhos estílisticos.
Santuário
(5ª feira, à 01h25)
Lema da rubrica: "Santuário, onde a Hora do Lobo guarda o que não quer esquecer": A esta hora e nesta madrugada lembra-se um álbum marcante de qualquer época através da passagem de 3 ou 4 temas.
CONTACTO:
horadolobo@bestrock.clix.pt

Monday, October 10, 2005

NO RASTO DE...fundação atlantica


A "fábrica portuguesa"

Todos conhecem a história da mítica editora inglesa Factory, contada
várias vezes e até registada no altamente ficcionado filme de Michael
Winterbottom, "24 Hour Party People"." "O que muitos ignoram é que
Portugal também teve a sua "Factory" – a "Fundação Atlântica (FA)",
fundada em 1983 por Miguel Esteves Cardoso, Pedro Ayres Magalhães e
Ricardo Camacho. A "FA" durou até 1985 e produzia e prensava discos
que eram distribuídos pela "Valentim de Carvalho".

Miguel Esteves Cardoso era jornalista e tinha estudado em Oxford. Foi
correspondente de publicações portuguesas em Manchester, onde acompanhou
a evolução da Factory e criou uma extensa rede de contactos. PEdro Ayres
Magalhães era membro dos Heróis do Mar e estudante de Psicologia. Ambos
eram amigos de infância. Ricardo Camacho era médico, músico e produtor.
Trabalhou com Miguel Esteves Cardoso pela primeira vez num "single" de
Manuela Moura Guedes. Foi após este lançamento que as três figuras
centrais da "FA" começaram a pensar em fazer algo pela música do seu
país, e foi assim que a editora nasceu.

Segundo Ricardo Camacho, a "FA" funcionava anarquicamente: "na altura
éramos pessoas com muitas ideias e sem sentido prático. Poderíamos ter
tornado a história da música portuguesa diferente se tivéssemos
conseguido sobreviver mais dois ou três anos. A "FA" desapareceu numa
altura em que os seus grupos atingiram vendas que lhe teriam permitido
subsistir mais tempo e também avançar com outros projectos que nunca
chegaram a realizar-se."

Dentro da editora, Camacho dirigia a produção, Magalhães o reportório e
Cardoso era o Director-geral da companhia, enquanto outros tratavam da
gestão comercial, da questão jurídica, da imagem, das actividades de
promoção e informação e das actividades externas de divulgação: "o
Miguel tratava dos contactos com Inglaterra. Eu e o Pedro trabalhávamos
em estúdio. E discutíamos muito, tínhamos muitas ideias, nem todas eram
convergentes. Mas era giro."


"Na Fundação da FA: Os Nossos Primeiros Propósitos", primeiro
comunicado público da editora, foi escrito por Miguel Esteves Cardoso em
1983. O documento expunha as ideias da Fundação. Esta pretendia fazer
com que a exportação excedesse a importação e contribuir para aumentar a
quantidade de produção nacional no estrangeiro. Usando pouco dinheiro,
pretendia cortar com todas as despesas extra e canalizar todos os meios
para a produção. Utilizou uma "estética da pobreza", ou seja, procurava
qualidade sem gastar dinheiro. Nunca houve dinheiro próprio da editora,
pelo que as despesas eram suportadas pela "Valentim de Carvalho".
Ricardo Camacho explica: "Agora gravo coisas em casa, antigamente
tínhamos que ir para estúdio gastar dinheiro. Por isso, ao fazermos um
único disco, estávamos endividados durante muito tempo. Foi isso que
rebentou com a "FA" Hoje teria sido diferente."

Tanto Ricardo Camacho como Miguel Esteves Cardoso falam das pessoas da
"FA" como jovens inexperientes. Camacho diz que um dos factores que
levou ao fracasso da editora foi a existência de gente com
personalidades muito fortes dentro da mesma. "Não existia uma liderança.
Por exemplo, na "Factory" havia uma personalidade muito forte, o Tony
Wilson, como nas outras editoras independentes. Toda a gente queria
fazer o que lhe apetecesse. Isto não é viável numa editora sem meios."


Os discos nacionais da "FA", na sua maioria "singles", eram de
artistas como "Sétima Legião", "Delfins" ou "Xutos & Pontapés". A
Fundação lançou também discos estrangeiros, quase todos licenciamentos
de editoras inglesas. Entre os artistas estrangeiros da editora,
encontravam-se nomes como "The Raincoats" ou "Young Marble Giants".

Os objectivos que a "FA" propunha cumprir eram difíceis. A editora
acabou por fracassar economicamente. Ricardo Camacho explica: "Tivemos a
ideia de transpor para Portugal a experiência inglesa das editoras
independentes. Era um fenómeno desconhecido em Portugal, que o Miguel
tinha trazido de Inglaterra. Não o fizemos da melhor maneira, e como
pioneiros cometemos todos os erros que os que vieram depois puderam
evitar. Erros de relacionamento e avaliação do mercado e de distribuição."


A Fundação não chegou a ter sucesso, existindo com dívidas e fracassos.
Para Camacho, a FA "podia ter dado uma verdadeira editora,
verdadeiramente independente, e com capacidade económica para prosseguir
um projecto próprio. Dispersámo-nos por coisas sem lógica que não
encaixavam naquilo que devíamos estar a fazer. Gastámos imenso dinheiro
num projecto que nunca viu a luz do dia, que inclusivamente o PEDRO
AYRES MAGALHÃES foi gravar a Manchester. Pessoalmente, gostaria de ter
concentrado as atenções da "FA" na "Sétima Legião", nos "Xutos", e
naquilo que viriam a ser os "Madredeus"."



Curiosamente, a história da "FA", que tudo teve a ver com a da
"Factory", acabou até por se cruzar com a história da editora britânica.

Miguel Esteves Cardoso convidou uma das bandas do catálogo da "Factory"
para gravar em Portugal: os "Durutti Column", projecto do guitarrista
Vini Reilly, que vieram gravar um "single". Acabaram por gravar um disco
inteiro, "Amigos em Portugal". Ricardo Camacho conta que "Reilly estava
habituado a gravar com poucos meios, chegou cá e viu equiPedro Ayres
Magalhãesento como nunca tinha visto. O Tony nunca lhe tinha pago um
estúdio. Foi assim que conseguiu experimentar coisas novas e criar
aquele som."

A história não acaba aqui. Havia um acordo entre a "Factory" e Vini
Reilly que fazia com que a editora desse ao artista 50% das vendas
totais, descontando os gastos com tempo de estúdio. Não se sabia se este
acordo era válido para todo o mundo. A lei portuguesa especificava que
apenas se podia dar menos de 20% das vendas. Os ingleses acabaram por
ficar extremamente desiludidos por causa do dinheiro.

Esta é a versão portuguesa da história. Tanto Wilson como Reilly contam
outra versão. Wilson, na reedição de "Another Setting", um dos discos
dos "Durutti Column", escreve, a seguir a uma contextualização histórica
dos defeitos dos portugueses: "Amigos em Portugal. Amigos em Portugal?
Uma vez queixei-me à minha primeira mulher que o álbum tinha posto a
empresa do Miguel e dos amigos a andar, e mesmo assim quando o Vini
tocou em Lisboa seis meses depois nem um deles apareceu no concerto.
Porque é que haviam de ter aparecido? Honra, gratidão, dívida. Que
estupidez, eles são portugueses, não têm tais conceitos mundanos."

Tanto Miguel Esteves Cardoso como Ricardo Camacho se apressam a refutar
isto. Cardoso explica que foi a todos os concertos que Vini Reilly deu
em Portugal, enquanto Camacho explica que os "Durutti Column" chegaram
mesmo a tocar com equipamento da "Sétima Legião".

Tanto Tony Wilson como Vini Reilly julgam que "Amigos em Portugal" deu
muito dinheiro à "F.A". e fez da editora um sucesso, quando, na verdade,
nada disto parece ter acontecido.
Hoje em dia é muito difícil encontrar os discos que a "FA" lançou
entre 1983 e 1985. A última edição da editora saiu com o selo da editora
mas pela "EMI-Valentim de Carvalho". Era um "single" de Pedro Ayres
Magalhães, "O Ocidente Infernal"Adeus Torre de Belém". Foi este o adeus
de uma editora que ambicionou fazer algo pela música do seu país como
nunca havia sido feito, e como nunca se chegou a fazer.

Rodrigo Nogueira - publicado originalmente n'Os Fazedores de Letras
número 62 de 2005, adaptado

Já agora, a lista completa dos lançamentos da FA:
06"1983 - 2x7" - 1651873 - CLUBE NAVAL - Professor Xavier " Salva-Vidas
07"1983 - 7" - 1651897 - SÉTIMA LEGIÃO - Glória " A Partida
10"1983 - LP"MC - 1652071"4 - DURUTTI COLUMN - Amigos em Portugal
11"1983 - 7" - 1654577 - ANAMAR - Baile Final " Lágrimas
02"1984 - 7" - 2000527 - LUÍS MADUREIRA - O Teu Amor Sou Eu (Solo) " (Dueto)
05"1984 - 12" - 2001846 - QUANDO QUANGO - Love Tempo " (Mix) -
licenciamento Factory
06"1984 - 12" - 2002126 - THE WAKE - Talk About the Past " Everybody
Works So Hard - licenciamento Factory
06"1984 - 7""12" - 2002697"6 - DELFINS - O Vento Mudou " Letras
06"1984 - LP - 2401721 - THE RAINCOATS - Moving - licenciamento Rough Trade
07"1984 - LP - 2401811 - SÉTIMA LEGIÃO - A um Deus Desconhecido
07"1984 - LP - 2601701 - YOUNG MARBLE GIANTS, THE GIST, WEEKEND - Nipped
in the Bud - Licenciamento Rough Trade
09"1984 - 7" - 2002387 - XUTOS & PONTAPÉS - Remar Remar " Longa Se Torna
a Espera
01"1985 - LP - 2402681 - VIRGINIA ASTLEY - From Gardens Where We Feel
Secure - licenciamento Rough Trade
03"1985 - 7" - 2005607 - DELFINS - A Casa da Praia (Vocal) " (Mistura de
Areia)
09"1985 - 12" - 1775686 - Pedro Ayres Magalhães - O Ocidente Infernal "
Adeus Torre de Belém - lançamento EMI c

J Peel e A .Sergio-o que tem em comum ?

Adam & The Ants, Associates, Syd Barrett, Billy Bragg, Tim Buckley, Can, The Chameleons, The Cure, Gang of Four, The Go-Betweens, Peter Hammill, Happy Mondays, The Jam, The Jesus & Mary Chain, Joy Division, New Order, Nico, Siouxsie and the Banshees, T-Rex, Robert Wyatt e muitos outros têm um álbum com um nome idêntico. E não é Best Of ou Greatest Hits (haja Deus). Esses discos chamam-se todos Peel Sessions.

John Peel (1939-2004) foi um célebre radialista. Na BBC Radio 1 desde 1967, divulgou imensos artistas e géneros musicais ao longo de várias décadas. A sua preferência pelas guitarras em geral e pelo punk em especial é demonstrável, mas, como lembrou o Guardian no obituário, o gosto de Peel incluía também "New York hip-hop, Chicago house, Detroit techno, Pakistani qawaali, Congolese sou- kous, ambient electronica, death metal and alternative coun- try music". Os White Stripes foram uma das suas últimas apostas.

A centralidade de John Peel no campo da música popular urbana deve-se em grande medida a uma lei que estipulava que os programas da BBC deviam passar uns tantos temas gravados expressamente nos estúdios da estação. Essa aparente restrição serviu às mil maravilhas os propósitos de Peel, que convidou centenas e centenas de bandas para as ditas peel sessions, nas quais tocavam versões alternativas das suas canções, muitas das quais apareceram depois em disco. Eis como uma lei proteccionista se torna criativa.

O nosso John Peel tem sido António Sérgio. A comparação, não é exacta, mas faz sentido é impossível ignorarmos o papel desempenhado por Sérgio nas rádios pelas quais passou. Ele foi sempre o DJ atento e rebelde que não se acomoda a playlists conformistas e dá a conhecer algumas bandas obscuras que mais tarde se tornam canónicas. Ou outras que continuam minoritárias mas são decisivas para quem as ouviu pela primeira vez, noite dentro, na voz cavernosa do homem com nome de ensaísta. Uma antologia destas escolhas está em António Sérgio Apresenta Som da Frente 1982/1993, compilação em 2 CD com alguns artistas esquecidos e outros óbvios (mas não banais) dessa excelente década.
in DN hoje

Tuesday, October 04, 2005

Memorias da musica rock em Portugal- Beatnicks


BEATNICKS
Os Beatnicks , um dos grupos importantes do Pop/Rock nacional, passaram pelas décadas de 60, 70 e 80.
Com diferentes formações e diferentes estilos de música, os Beatnicks começaram em 1965 como um projecto incipiente.
A sua primeira formação incluía João Ribeiro e Manuel Paulo, que apenas efectuaram alguns espectáculos, sem grande capacidade de surpreender.
A Segunda fase dos Beatnicks começa em 1971, com Ribeiro, Rui Pipas (precocemente falecido num acidente de viação), Mário Ceia ( que , mais tarde pertenceria a uma formação dos Hosanna) e José Diogo.
O grupo elege o inglês como língua das suas canções. Tocam no Festival de Vilar de Mouros e em Vigo (Espanha). Gravam um EP "Christine Goes To Town" ( incluído ,recentemente, na colectânea editada em CD " Biografia do Pop/Rock"), que é complementado com " Little School Baby" e "Sing it Along".
Nesta fase, o grupo está próximo de uma corrente hard Rock.
Ramiro ( que tinha entrado no grupo algum tempo antes em substituição de Pipas) reforma o grupo ( que esteve parado por problemas relacionados com o serviço militar), já depois do 25 de Abril. Entram Jorge Casanova e uma jovem actriz, filha do futebolista José Águas . Esta última era Helena Águas ( mais tarde conhecida por Lena D'Água). O grupo tinha 2 vocalistas e actuava , sobretudo, em Festas de Finalistas, com incidência no distrito de Castelo Branco.
A partir de 1976 a banda envereda por um estilo "progressivo" , muito próximo de uns Yes , Genisis, ou ; em Portugal, Tantra.
Jorge Casanova começa a compor temas como "Cosmonicação", "Somos o Mar" e os espectáculos do grupo incluem projecção de slides e fumos carbónicos, uma novidade total em Portugal, só vista no concerto que os Genisis deram em 1975, no Pavilhão de Cascais.
A banda actua em vários festivais ao lado de Tantra, Hosanna, Psico, Arte & Ofício e WaveBand . Este último grupo constituído por músicos alemães que se radicam em Portugal, tem a participação de membros dos Beatnicks como músicos convidados. São inúmeros os espectáculos que os dois grupos fazem em conjunto.
Os Beatnicks gravam , finalmente, um single com "Somos o Mar" e "Jardim Terra", durante a fase "progressiva".
Em 1978 , Lena abandona o grupo e este entra em colapso. Ramiro lança-se num projecto efémero chamado Doyo , que grava um dos piores discos da fase do "boom" do Rock português, em 1981.
Os Beatnicks , com Ramiro, ainda regressarão para gravar um single " Blue Jeans" e "Magia", precisamente na avalanche de bandas de Rock, com o qual não conseguirão nenhum sucesso ( e que não traz nada de novo em relação a outras bandas). Completamente desactualizados e com o público interessado em Rui Veloso, GNR e UHF, os Beatnicks acabam por morrer de morte natural.

Monday, October 03, 2005

FISCO NÃO É BRUXO !! MAS AS BRUXAS DÃO A VOLTA AO FISCO

Fait-divers
Um bruxa holandesa conseguiu obter deduções na compra de vassouras e lições de feitiçaria, avança o jornal De Telegraaf. As autoridades fiscais locais autorizaram a mulher a declarar as despesas gerais da sua profissão para efeitos de impostos.
A bruxa conseguiu recorrer da decisão de um tribunal de Leeuarden, segundo a qual, as despesas da bruxaria não poderiam ser deduzidas nos impostos.
Entre os custos em causa está o curso de feitiçaria numa escola de Appelscha, cerca de 2200 euros. Do programa de estudos constam aulas de bruxedos, preparação de poções mágicas e cura com pedras.
Fonte - D.D.

Tuesday, September 27, 2005

O tempo dos crachás em piones



Longe vai o tempo em que não havia dinheiro para adereços e se faziam crachás para por nos blusões de ganga com os nomes dos grupos Portugueses.
Os mais requisitados eram os com os nomes mais curtos: GNR; TAXI; CTT e os NZZN.
Bons tempos.
Agora, num site americano estão a vender o album dos NZZN por 100 US$ e o single que ficou em 1º lugar do top rock em stock por 25$.
SAUDADES

Thursday, September 22, 2005

Homem da regisconta


Notas sobre Nada-Aquela Maquina

Quem é que não se lembra do poderoso jingle cantado por FERNANDO GIRÃO "Aquela Máquina" um marco historico na publicidade em Portugal (1974). Aqui ficam algumas lembranças desse tempo e da empresa.
Aqui fica a analise do fenomeno regisconta há 22 anos atrás:

AS VOLTAS QUE A PUBLICIDADE DÁ

Se há actividade que, nos últimos anos, tenha dado voltas sobre si mesma, evoluindo e regredindo sucessivamente, até voltar praticamente ao que era dantes - é a actividade publicitária. Peço licença para falar um pouco do meu caso pessoal, pois acho que a minha experiência pode muito bem servir de exemplo para o que pretendo demonstrar. Quando comecei, timidamente, a fazer "umas coisinhas" de Publicidade, nos princípios dos anos 50, apanhei alguns dos maiores vexames da minha vida. Recordo-me de uma vez em que entrei, cheio de ilusões e de auto-confiança, no escritório do gerente de uma empresa de electrodomésticos, que estava certo de convencer a ser o patrocinador de um programa de Rádio que tinha imaginado e pretendia produzir. O sujeito ouviu-me com toda a atenção - até ao momento em que eu pronunciei a palavra "publicidade". - "O quê!" - disse ele - Você vem pedir-me dinheiro para publicidade? Você trabalha nisso?' .... E quando eu, já um pouco abalado pelo tom colérico da pergunta, respondi honestamente que sim - o homem ficou encarnado de raiva e berrou: - "Rua! Não quero aqui gente dessa!" E fui mesmo posto na rua, sem mais cerimónias. Para aquele senhor (e para muitos outros, dessa época) os publicitários estavam incluídos na grande classe dos vendedores de "banha-de-cobra", que abarcava outras sub-espécies com nomes sonoros, como "trapaceiros", "aldrabões" e outros piores. Porquê? Porque, digamos a verdade, alguns dos "publicitários" desse tempo mereciam, realmente, essas classificações, tão violentas quanto justas. O que se fazia, então, para conquistar um cliente (desde as ofertas de prendas, mais ou menos caras, até à utilização descarada de simpáticas "meninas", mais ou menos baratas, passando pela partilha, mais ou menos secreta, das comissões de angariação) era matéria para um "Tratado-de-Falta-de-Ética" bem volumoso. Aliás, essa coisa da Ética, poucos publicitários da época sabiam ao certo o que era. É que muitos deles tinham uma preocupação básica, inclusivamente a nível escolar, que deixava bastante a desejar. Grandes agências, havia poucas e foi, precisamente, com o aparecimento de algumas mais importantes, nos anos seguintes, que a actividade publicitária começou a ser uma coisa séria. Algumas agências internacionais abriram sucursais ou criaram subsidiárias entre nós - e as formas de proceder dessa gente, mais habituada aos métodos do grande mercado e à luta frontal com concorrentes de alto nível, foram, a pouco e pouco, ajudando a criar regras de procedimento cada vez mais sérias. É de lembrar que, então, ninguém pensava em frequentar um Curso de Publicidade, em Portugal. Foi preciso esperar muitos anos, até esses cursos surgirem - e, ainda hoje, existem sérias reservas à sua eficácia e ao seu valor. Dai que todos os publicitários da minha geração sejam "tarimbeiros", que aprenderam a fazer Publicidade da forma mais difícil: fazendo-a... Errando, tateando, ensaiando, guiados pela intuição, pelo "jeitinho" que os Lusitanos sempre têm para se desembaraçarem de dificuldades, um ou outro indo lá fora ver como era, lendo umas coisas, aprendendo umas palavras sonoras em inglês, que sempre foi a "lingua oficial" da profissão, metendo a torto e a direito, nas conversas, esses termos que pareciam tão esquisitos aos não-iniciados ("copywriter", "account", 'layout", "headline", "storyboard") e fazendo por criar uma quase-mística à volta duma actividade que exigia das pessoas uma coisa dificílima e que pouca gente tem: Ideias. A pouco e pouco, foi-se dando a depuração. Foram-se sumindo os fraudulentos e foram ficando os verdadeiros profissionais - aqueles que, sem cursos, sem ajudas, sem apoios, se foram formando por si próprios, lendo, estudando, comparando, viajando, aprendendo, praticando. Assim se chegou, na década de 60, ao período dourado das Grandes Agências de serviço completo, que pegavam numa marca nova e desconhecida e a levavam aos quatro cantos da terra, fazendo milagres de imaginação para impá-la e torná-la popular. Foi o período do grande prestígio dessas agências, prestigio por vezes exagerado, tanto que um pequeno cliente se sentia normalmente intimidado e nem se atrevia a franquear as portas desses "palácios da publicidade", em que eram admitidas apenas as grandes empresas, com grandes contas, às quais se proporcionavam recepções magníficas, com espectaculares sessões de audio-visuais, com a assistência de belas secretárias, que serviam belos "whiskies", com belos sorrisos... Tudo parecia ir bem no melhor dos mundos. Só que... Só que a crise económica mundial estava à porta - e, para complicar mais ainda a vida (das agências e dos publicitários) veio o 25 de Abril, após o qual foi moda classificar a Publicidade como uma actividade "alienante", "perigosa", "reaccionária" e outros nomes piores. Ai, foi a grande queda. Muitas agências fecharam - ou, pelo menos, fecharam-se... em copas os clientes retiraram as verbas que tinham destinado às grandes campanhas, e muitos publicitários tiveram que procurar outra vida. Foi a época do big-disparate, em que era moda dizer mal da Publicidade, chamar-lhe nomes feios e atribuir-lhe boa parte dos males que desabaram sobre a Humanidade. Foram tempos negros para todos todos os publicitários desta terra especialmente para aqueles que, apesar de tudo, iam tentando ganhar honestamente a sua vida, e vendo como, lá fora, a sua profissão era cada vez mais prestigiada, mesmo em países em que o Capitalismo se considerava uma coisa horrorosa... Depois, a pouco e pouco, os detractores da Publicidade começaram a reparar que, afinal, até precisavam dela para atingirem os seus objectivos de divulgação e promoção. Paradoxalmente, descobriram que, para espalharem a ideia de que a Publicidade era uma coisa má, precisavam de fazer uma campanha de Publicidade! E assim chegámos aos dias de hoje, em que as coisas não estão muito diferentes do que eram há anos atrás. As grandes agências voltaram (talvez não as mesmas, mas voltaram). Os Publicitários voltaram a ter prestigio. Talvez, hoje, já não lancem tantos detergentes - mas lançam, com o mesmo êxito, figuras políticas.
A luta pela conquista do Cliente é cada vez mais dura. Oferecem-se comissões, percentagens, bónus e... garrafas de whisky pelo Natal. Será isto mau? Talvez. Mas mostra, pelo menos, duas coisas:
Primeira: a Publicidade é uma necessidade.
Segunda: com todos os seus defeitos, com os atropelos à Ética, com as cambalhotas que se dão para agradar à clientela, o que é certo é que todos (mesmo os que a criticam) se servem dela!
Daí que a Publicidade esteja, de novo, numa "boa". Talvez bastante mais consciente do seu papel, depois do "susto" que apanhou. Mas em alta progressão. Pagam-se bons ordenados a quem tenha boas ideias, coisa rara, como sempre. E a nova alta da Publicidade dá-se, não só através do trabalho nas Agências, mas também da actividade desenvolvida nas Empresas, através dos seus Departamentos de Publicidade próprios. Como é o caso da Regisconta. O valor da Publicidade está, pois reconhecido universalmente, sob todos os regimes e em todos os quadrantes. Passou vitoriosamente todas as crises. Vive. Os Empresários (agora não só os mais avançados, mas praticamente todos) reconhecem a Publicidade como uma necessidade e uma indispensabilidade para ds seus negócios. Os seus gastos já não são uma despesa", mas um 'investimento" como qualquer outro. Quem não faz Publicidade, morre.


(Texto publicado no Magazine Regisconta de Janeiro/Março de 1982)

Wednesday, September 21, 2005

20 Anos sobre o Misplaced Childhood

Nunca escondemos ser grandes fans dos Marillion e Fish.
Agora que passam 20 anos sobre o L.P. convem recordar o som fantastico do disco (é mentira que soe a genesis!!!)
É sem duvida o melhor disco do Marillion. Todas as músicas são obras-primas uma coerencia em tudo e grandes momentos como:

"The sky was Bible black in Lyon,
when I met the Magdalene.
She was paralyzed in a streetlight.
She refused to give her name.

And a ring of violet bruises,
They were pinned upon her arm.
Two hundred francs for sanctuary and she led me by the hand,
to a room of dancing shadows where all the heartache disappears
And from glowing tongues of candles I heard her whisper in my ear.
'J'entend ton coeur', "

Ficha Técnica

Pseudo silk kimono - 2:13
Kayleigh - 4:03
Lavender - 2:27
Bitter suite - 5:53
Heart of Lothian - 6:02
Warterhole (expresso bongo) - 2:12
Lords of the backstage - 1:52
Blind curve - 9:29
Childhood end? - 4:32
White feather - 2:23

Fish - vocais
Mark Kelly - teclados
Mik Pointer - bateria
Steve Rothery - guitarras
Pete Trewavas - baixoMisplaced Childhood - 1985

EMI Records : 497 0342
Produzido por Chris Kimsey
Duração: 41:18



Considerado por muitos a maior obra-prima de todo o rock neo-progressivo feito até hoje, Misplaced Childhood entrou para no. 1 dos tops dos principais países, o que não é muito comum para um álbum deste género musical. Este facto deveu-se, principalmente, aos singles KAYLEIGH e LAVENDER que adicionam ao estilo neo-progressivo uma ou duas gotas de estilo mainstream, o que proporcionou que os apreciadores deste tipo de música contribuíssem para o sucesso deste álbum. Estes dois singles encontram-se logo no início, sendo o resto do álbum todo ele conceptual, como uma história com princípio, meio e fim. O álbum está dividido em duas partes (devido ao vinil), sendo a primeira mais apelativa, com melodias lindíssimas, e a segunda muito mais trabalhada e com mais emoção. As letras são muito mais suaves que as do álbum anterior, mas ainda assim, com uma carga de sentimento muito grande.


Misplaced Childhood" - Marillion (1985)

Quando se fala de álbuns conceptuais, a primeira coisa que nos vem à cabeça é o Rock Progressivo dos Anos 70, com bandas como Genesis, Camel ou Pink Floyd. Pois a verdade é que um dos melhores álbuns conceptuais jamais editados apareceu precisamente a meio da década de 80: "Misplaced Childhood", claramente o pico criativo da "Era Fish" dos Marillion.


Apesar de muitos o catalogarem como Rock Progressivo, a verdade é que "Misplaced Childhood" não encaixa propriamente nesse conceito, até porque é um disco mais pop que rock. As músicas formam um todo coerente - factor acentuado pela ligação, sem silêncios, entre as faixas - e reportam ao universo pessoal de Fish, que assinou todas as letras.


Para além do Hit "Kayleigh" e do belíssimo "Lavender" - que fizeram a banda sonora de muita gente no Verão de 1985 - o disco "esconde" outras pérolas, plenas de melodia e de arranjos atmosféricos
Até sempre Jester
-estiveram cá a tocar o album todo ao Vivo em Maio de 1985 no pavilhão do Restelo

Notas sobre Nada -Ardis licitos de balcão

O Giovanni das Gravatas
Como dizia Camilo Castelo Branco em a Filha do regicida, existem os ardis de balcão que não sendo ilegalidades andam nessa fronteira e por isso temos de nos proteger.
Existe um cadeia de lojas de roupa para homem que tem gravatas muito giras e baratas...mas só na montra.
Quando vamos tentar comprar os artigos exibidos deparamos com imensas dificuldades de os mesmos seram retirados do manequim ou do expositor !!! é preciso insistir ou mesmo arranjar chatices com a menina trombuda que se recusa a ir buscar a gravata que ainda por cima é peça unica...
Como dizia o outro...com este pires já vendi 7 gatos...

Saldos na Discoteca Roma

Mais uma boa casa de discos em Lisboa está a saldar o seu Stock, é de aproveitar mas também temos de pensar se vamos perder outra referencia da Cidade.
Desde o tempo do vinil que frequento a Discoteca Roma por causa dos discos importados e da sua colecção, sempre actualizada de Heavy Metal. Agora será que vai reabrir ?
Mas uma coisa boa pelo menos, comprei um CD dos Young Gods por inacreditáveis 5 €.
Nem de proposito...eles vêm cá a Portugal celebrar os 20 anos de carreira...a não perder !!
Aqui fica o anuncio do evento.
XX YEARS

4 de Novembro * HARD CLUB (Gaia)
6 de Novembro * AULA MAGNA (Lisboa)

Há vinte anos que os Young Gods vêm quebrando barreiras musicais.
O colectivo suíço liderado por Franz Treichler que esteve sempre vanguarda da música rock, vem a Portugal celebrar os vinte anos de carreira do grupo, com dois espectáculos, no Hard Club e na Aula Magna, a 4 e 6 de Novembro, respectivamente.

As origens dos Young Gods remontam ao início dos anos 80, mais precisamente em 1982, quando o frontman Franz Treichler, começou a fazer experiências com um pequeno sampler. Treichler, guitarrista exímio, começou a samplar guitarras e, inspirado pela música clássica, “reconfigurou o rock, reciclando-o”, criando novas formas até então desconhecidas.

Influenciado pelo «poder do punk e pelo drama da música clássica», o vocalista Treichler juntou-se a Cesare Pizzi (samplers) e Frank Bagnoud (bateria) e fundou os Young Gods em 1985. Dois anos depois, o grupo edita o primeiro registo de originais, homónimo.

Nos anos que se seguiram, Bagnoud abandona a banda e é substituído pelo baterista Use Heistand, enquanto Alain Monod toma o lugar de Pizzi. Heinstand decide sair em 1995, dando lugar a Bernard Trontin. Neste período de tempo, os Young Gods lançam «L’Eau Rouge» (1989), «The Young Gods Play Kurt Weill» (1991), «TV Sky» (1992), «Only Heaven» (1995) e «Heaven Deconstruction» (1997).

Apesar dos vinte anos de existência, os Young Gods ainda são uma das bandas mais avant-garde do rock industrial.

Nos anos 90, a música industrial começou a atrair uma audiência mais vasta e a inspirar mais bandas, como os Nine Inch Nails. Esta abertura ao rock industrial e o facto dos Young Gods terem começado a cantar em inglês, permitiu dar a conhecer o grupo a um número de pessoas mais alargado.

Escutar a música dos Young Gods é experienciar a intensidade do rock! Ouvi-los e vê-los ao vivo é fazer parte dessa mesma experiência.

Young Gods - XX Years, em Gaia e em Lisboa, dois concertos a não perder!

Fonte: Musicanocoracao


www.younggods.com

Tuesday, September 20, 2005

Memoria dos anos 80-LFB

Luis Filipe de Barros era locutor na radio comercial em 1983 fez uma musica por brincadeira.
A musica chama-se '' Os Lusitansos'' e conta a historia de portugal (desde o rei Afonso Henriques ate ao Mario Soares quando era 1º ministro).
Nesse tema ele usou o instrumental dos Sugar Hill Gang ''rapper's delight''. Uma vez tive uma copia do vinil na mão mas já nessa altura (83-84) era dificil comprar os discos porque as edições eram muito limitadas.
A musica não foi editada em CD nas 2 colectaneas do Rock em Stock e desconheço a editora.
Alguem se lembra disto ?
Triticale.

Monday, September 19, 2005

Notas sobre nada - Peter Principle e Lei de Murphy

Hoje o nosso pensamento vai para estas duas máximas que assolaram o País no final do Sec. XX.
FREQUENTEMENTE IGNORADO PELOS REGIMES DA FUNÇÃO PUBLICA COMEÇA AGORA A SER APLICADO EM PORTUGAL.
1) Os mais antigos e incompetentes sobem ao topo da carreira.
2) Não se podem despedir mas apenas promover:

O «Princípio de Peter» foi primeiramente proposto por Laurence Johnston Peter (1919–1990). L. J. Peter, antigo professor na University of Southern California e na University of British Columbia, viria a tornar-se famoso com a edição de uma obra com o mesmo título, editada originalmente em 1969, e hoje considerada um clássico no campo da gestão.

De acordo com o autor, em organizações burocráticas hierarquicamente estruturadas os funcionários tendem a ser promovidos acima do seu "nível de incompetência". Passo a explicar, o autor, a partir de um conjunto de observações, mostra como os funcionários costumam começar em posições hierárquicas inferiores. Porém, quando se mostram competentes na tarefa que desempenham, normalmente, são promovidos para posições hierárquicas superiores. Esse processo mantém-se até atingirem uma posição onde já não são competentes. Isto é, uma posição onde as competências que despoletaram a sua ascensão já não são as necessárias para essa mesma posição. E, por isso, visto que a despromoção não é um mecanismo habitual, as pessoas mantém-se nessas posições prejudicando a organização onde se encontram. É isso que Peter designa por "nível de incompetência" - o grau a partir do qual as pessoas já não possuem competências para a posição que ocupam. Existe, inclusivamente, um aforismo tradicionalmente atribuído a Peter e utilizado para explicar este princípio. Diz assim: "In a hierarchy, every employee tends to rise to his level of incompetence”.

LEI DE MURPHY

Constante de Murphy
A matéria será danificada na proporção directa do seu valor.

Primeiro Corolário de Murphy
O que tiver que correr mal, correrá, e na pior altura possível.

Terceiro Corolário de Murphy
É impossível fazer alguma coisa à prova de imbecis, porque os imbecis são extremamente engenhosos.

Revisão Quântica da Lei de Murphy
Tudo correrá mal, e ao mesmo tempo.

OUTRAS MÁXIMAS E O PRINCIPIO DE PETER
Teoria de Owen do Desvio Organizacional
Toda a informação tem um número previsto de lugares para serem preenchidos por pessoas que não se adaptam ao lugar.

Corolário
Quando uma pessoa que não se adapta sai, outra será recrutada.

Teoria de Gioia
A pessoa menos especializada será ma que terá mais opiniões.

Observação de Post sobre a Gestão
A ineficácia e a estupidez do pessoal correspondem à ineficácia e estupidez da gestão.

Axioma de Aigner
Por muito que se desempenhe uma tarefa, um superior hierárquico procurará sempre modificar os resultados.

Lei da Gestão de Amand
Toda a gente está sempre em qualquer outro sítio.

Desgraças do Génio
Nenhum chefe manterá um empregado que tenha razão todas as vezes.

Lema de Lippman
As pessoas especializam-se sempre em áreas onde têm maiores fraquezas.

Fox sobre Nivelologia
Aquilo que o levou a ser promovido para um nível será o seu fim no outro.
agora vamos aplicar isto a Portugal!

Friday, September 16, 2005

Grande Melão II - Onde estava a Imprensa Portuguesa ?

Onde estava a imprensa Portuguesa quando Fish anunciou a sua vinda aos Açores?
Date: Sun, 21 Aug 2005
Subject: Fish 2005 - Tales of summer

Dear Fishheads, Freaks, fans and the Company,

Well the summer is moving to a close and time has been disappearing so quickly it is quite scary!

I was glad to get away to the Azores last weekend and remind myself of what I am supposed to be doing after spending the last couple of months reorganizing the office with Elspeth. It has become painfully apparent where the main problem with the mail order service lies and since July we have been clearing up the back log of complaints and missing orders and creating a system that is far more efficient. I hope those of you who have placed orders recently have noticed a vast improvement in our service and those of you who had lost faith will give us a chance to prove ourselves again with the forthcoming release of the "best of..." double CD "Bouillabaisse" on September 26th and the new T shirts and other items we are about to receive for the "Return to Childhood" tour.

Dave Gould and Mark Wilkinson have put together a spectacular shirt which we will have on the fast approaching Norwegian tour.
"Bouillabaisse" will be available for sale from the weekend before the 26th September. As yet I don't have pricing on this but will hopefully have more news next week.

As expected there have been questions over the validity of releasing another "Best of" album so I would like to take the opportunity of explaining the theory behind the project.
In '85 I was selling over a million copies with Marillion and over the years this figure has dropped dramatically for many reasons. My solo career has as most of you know been plagued with bad luck, some of it created through my own decisions. On Roadrunner "Raingods" sold around 75,000 units and "Field of Crows" around 40,000. This drop can be attributed to two reasons and they are lack of promotion and effective distribution. Both these factors are linked as you will find it difficult to find numbers of albums in the main retail chains if any at all.
Signing to Snapper Music will provide me with an effective distribution system worldwide (e.g. I will have releases in South America for the first time in years!) as well as the ability to draw people's attention through a concerted and focused promotion campaign that I have been missing badly in recent times. Having a double CD containing tracks from throughout my career will hopefully attract fans that have perhaps drifted away from my music because they had no idea that I was still making albums. Even in Edinburgh when I go to Easter Road I have people coming up to me and asking "Are you still singing, big man?" Not a good sign!

I think the album gives a good cross section of what I have been doing over the years and to be honest after listening to the running order for the first time I was actually surprised at just how well the songs worked together. Even Kayleigh and Lavender don't sound out of place amongst the solo material on the "Balladeer" album which should perhaps have a warning label of "Don't listen to while undergoing relationship trauma as it may cause serious melancholy!" :-) I admit to having quite a few sharp intakes of breath when I heard some of the material and the songs placed in the sequence they are delivered raised quite a few memories and faces from my past.
The "Rocketeer" album is very strong and the inclusion of the more recent material lends a harder edge to the album. Again the running order sounds very natural and "Plague" ends the album in style.
A few earlier fades on some songs gives the album a bit more muscle and I decided to go with the option of the radio edits on a few tracks to give me both more space for other material as well as entice DJs to perhaps give them an airing for the first time. Songs such as "Tara", "Goldfish and Clowns" and "Shot the Craw" all work well in edited format and are well good enough to warrant air play in their own right.
I know most of you will already own copies of the original albums and I do understand if some of you decide to miss this album out but I hope you will support this project in any way you possibly can through calls to radio stations or local media. I have tried to put together a compilation that reflects the changes in my overall style across the years and one that also recognizes that over the last 4 studio albums since "Kettle of Fish" there have been some great songs written that have got "lost" due to the lack of availability and promotion. I hope this album creates interest from media and fans alike and re-introduces me to those people that lost touch with my career over the years since my days with major labels. I consider this a positive move and linked to the release next year of the "Return to Childhood" project on CD and DVD I hope that this is yet another exciting new beginning for me. Your help on this project is sincerely appreciated and who knows, I may even get a chart entry for the first time in years! :-)

The "Return to Childhood" tour moves in to another gear in the coming months with the Norwegian and Danish shows preceding yet another foray in the United Kingdom in October. Dates are still coming in and JB's at Dudley should be confirmed this week for the 18th October.
We will be recording and filming the show at the Paradiso in Amsterdam on the 15th November followed by a show at the 013 in Tilburg the day after. Another Dutch show is under negotiation and the London show should be confirmed for the 19th. All details to follow next week.
The touring plans have been agonizingly slow at coming together due to my commitment to Tara, Yatta's workload outside my operation and the reluctance of promoters due to economic circumstances in mainland Europe. With this in mind I am hopefully going to be able to announce a new agent in the next month who will take on the responsibility of booking the tour in to the beginning of 2006 to support the release of the "Childhood" project. I am confident that this will pull the touring together into a manageable level that takes in to account all my personal responsibilities and my financial requirements.

I auditioned for two movies in the last month, "The Last Legion" and "U237" (?), both unsuccessfully. Again the schedules were worrying as the second movie would have required me working in Rumania for 6 weeks in October, cancelling the few dates that had come in at that time and organizing for someone to look after my daughter who would by then be back at school. It is a tough juggling act!

The one "non-music" project I got involved with was Will Smith's "Misplaced Childhood" show which is on at the Assembly Rooms, George Street as part of the Edinburgh Festival. It is running there until the 28th August (7.30 - 8.30 PM) and Will is taking his show on a UK tour in Spring 06. If you can't get to the Festival gigs then make sure you see one of the UK dates.
Will is one of the favourites for the coveted Perrier Award for best comedy show at the Festival and reviews have been excellent.
I am actually quite proud of my input into the show as Will and I co-wrote part of the performance which is shown as video footage in the programme and my acting has received quite a few plaudits from fans and other comedians who have rated the show highly. I know Lucy Jordache and Ian Mosely have seen the show during the London warm ups and they loved it!
I saw it on the opening night in Edinburgh and admit to being more nervous than Will as I tried to hide in the audience. Tara also had a small part in the video sketches and as her first acting role and she was terrific. She was a lot cooler than me when she saw the show!
I can't say much more about the content without spoiling the surprises but I highly recommend you catch the show when it hits the road in an extended form next year.

I also caught Guy Pratt's show "My Bass and other Animals" at the Underbelly. I know Guy from his work as musical director on "A Young Person's Guide to Becoming a Rock Star" as well as from his various session stints with amongst others Pink Floyd. It was a hilarious show as he rallied on a series of stories from his career and just what it's like to be the unsung member of a band! :-)
It was like being on the back of a tour bus with a professional comic!
Spending so much time in the Assembly Rooms bar with a bunch of comics has prompted me to getting this book together and who knows? Maybe I should take the advice I have been getting in recent weeks and book a show for next year's Festival!

As I said the Azores show was a welcome break from the rigors of office work and luckily we missed the British Airways fiasco and managed to get to Terceira, one of the two major islands in the Azores group, just as Heathrow went into meltdown.
The island was fantastic and a first for most of us. I was amazed at just how green it was and flying in on Thursday to a misty rainy mini airport felt more like arriving in the Hebrides - if it hadn't been for the temperature.
That night I caught a great Portuguese band "Da Weasel", a rap/rock outfit who are currently top of the pile on the mainland. I met them the day after and they turned out to be big fans of my own stuff! Strange how music translates across different styles!

Our gig on the Friday night was a late one and not helped by the support band who bounced around with a Bono sound alike through a set that seemed to comprise of the same song with endless sing along endings that were boring me rigid and setting our stage time back by over 30 minutes. They had a hit after a mobile phone company used one of their songs. It must have been a long advert!

We managed to get a result and considering we hadn't played together for a while held our own and weren't that rusty. A better overall set than Parkpop which after seeing the DVD from the Dutch TV company had me worried as we played the set at near double speed thanks to the adrenalin rush from playing to over 350,000 people in a park!!!

Terceira was a fine performance marred only by a singer who went into "Albanian" mode with the lyrics a couple of times and a bearded guitarist who forgot there was a twin guitar arrangement at the end of the "Kayleigh" solo. The look on Andy Trill's face was one of fear and bewilderment soon followed by a similar expression on Frankie's as they tried to cue the ending! Priceless! :-)

The promoter was so pleased with the show we are now talking about the possibility of touring the island group next summer! Nice :-)
Also tied to that will be a series of gigs in Spain and Portugal, two territories that have been neglected in recent years.
As this was my "holiday" this year I made the most of it and hit the festival dance tent till 6am with my new "special friends" one of whom, a skipper of a yacht and friend of the promoter had me singing sea shanties on his boat into the big hours of the morning before crashing out in a bunk. Coming to on a yacht in a harbour in the Azores in the brilliant sunshine was definitely from the Fellini locker!

The previous afternoon had it's own special moments as we watched the bull fights on the beach from the safety of the mooring, drinking champagne as a US Sea King helicopter showed off it's manoeuvres above us while blowing most of the small craft - anchored to watch the bulls in the bay - to buggery in a tornado of spray from the down draft!

For those of you shuddering at the thought of blood splattered beaches and seas of gore I'd like to point out that the bull is revered on the Azores and none are hurt apart from their feelings which are damaged by the inability to gore one of the hundreds of half-canned guys they chase up and down the beach while being goaded by thousands of onlookers hanging over the sea walls. There were a couple of casualties, none serious, as the beer provided a false illusion of speed and nimbleness in a couple of the runners. One guy who seemed to be wearing a Hibs strip caught a bad one. Probably a Scot on holiday! :-)
It was bit like a Pamplona bull run with 6 guys hanging on to a rope attached to one of the animals rear legs just in case he broke for freedom onto the esplanade or caught someone who'd read too much Hemingway!
The six bulls running that afternoon walked away 4-0 winners!

Saturday was a day off spent drinking in a harbour bar in the brilliant sunshine before a flight to Lisbon late at night and an eventual arrival back in Edinburgh for me late Sunday afternoon. A result!

The garden has been a bit neglected of late but the harvest is booming. I seem to have slightly over-sown some crops and am roasting my way through truckloads of onions, garlic, about 7 varieties of peppers, a mountain of potatoes and sacks of carrots while fighting off the dreaded cabbage white butterflies who are dropping off legions of caterpillars onto the broccoli! The wet weather followed by scorching sunshine has meant I probably have the biggest collection of weeds and thistles in the country and as anyone knows trying to get a 14 year old working in a garden is nigh impossible! Ah well! Dad needs the exercise! :-(

A heron appears to have had its own feast in the pond or the three remaining goldfish have developed extraordinary camouflage. Not as bad as Paul the Tyneside Tavern owner who has lost around 30 fish from his garden pond. If it's a heron then it must be the size of a Zeppelin!

Into another routine tomorrow with Tara back at school. I am no longer entertainments officer!

The office is still demanding my attention as Elspeth and I continue to clear up backlogs of missing orders left over from the old regime that are thankfully reducing in numbers.

I asked you to get back to me if you had paid by cheque or postal orders (or other cash payments) last year and some of you have returned the questionnaire on the web site. I would sincerely appreciate more feedback on this especially those of you who purchased merchandise between January and August 2004. Anyone who is still awaiting orders to be delivered (apart from recent orders) please get in touch with us. This is an important issue for us here and we really want to repair the lack of confidence created in the last year or so in order that we can create an efficient and reliable service that you can trust and rely on to deliver your orders. You are names not numbers!

Thanks for all your support

All the best
Take care and stay alive
Onkel Fish xx
Fonte:
http://www.the-company.com/

Notas sobre nada- GRANDE MELÃO NAS FÉRIAS

GRANDE MELÃO NAS FÉRIAS.
Não me apercebi que o ex- vocalista dos Marillion, Fish veio a Portugal (mais exactamente aos Açores) em Agosto. Há anos que aguardava esse concerto. Resta a esperança do regresso ás Ilhas ou na prometida vinda ao continente (inserida numa digressão entre Portugal e Espanha).
Aqui fica o registo da passsagem do Fish e sua Banda pelos Açores.

Date: Fri, 12 Aug 2005
Subject: Praia da Vitória, Terceira island, Azores


Hey Guys! How can you describe a first time? 20 years in the run and I was taking a boat to see my youth idol for the first time.
Born in the Azores, I never get the chance to go to the continent and see Fish perform. I think you all can imagine a boys dream at 12 to see Fish and realising he was not, ever, coming to play in Azores... And now, he was playing here in the middle of the Atlantic ocean! A miracle, and a unique opportunity for me.
For more of a kind of magic, Fish was performing my first Marillion record and companion in so many nights through my youth. Misplaced in all is glory... could that be truth?
Previous week was spent dreaming of the day and in many, and nervous, checking at the The Company web site to see if the where any changes in the tour.
Finally the day arrives. I'm on Terceira island, meet Fish and the band previous to the sound check. What a treat!!! Every one of them the most gentlemen you can imagine... I can only be dreaming!
The usual and nervous photo with Fish, autographs, and an invitation to go with the Fish gang to the sound check. One of the most marvellous afternoons of my life; to see Fish perform three or four songs "just for me", to see the band being treated as they deserve (limousine, red wine at will), and, to get a back stage pass from Yatta (thank you!!!). And then, it was show time. Sincerely, I was not expecting the best "environment" from the audience. It was a show integrated in the local city year festivities so; the audience was, at his best, people with the curiosity to see and hear an international music star. I image only few real know the music so, was ready for a good show but with few or non audience reaction.
Man, was I wrong, half way through people were clapping at Fish's command and enjoying every minute of it. They where conquered by the extraordinary force and persistence of our Star and band.
I was astonished... the band was superb, Fish visible at good mood and willing to break the ice. That was what I loved more and was touched by in the all event; to realise that the Big Bear still has it all. The voice, the music, the charisma, and the strength to carry on better and better. Fantastic!!!
Only to say that the set list was the usual for this tour (great choice as I think), and to thank the all band for being so nice and re-restoring my faith in Fish. Raw Meat!!!

Notas sobre nada - O paciente Portugues

Não é o remake do filme Anthony Minghella nem do romance de Michael Ondaatje é a saga do verdadeiro paciente Português.
Esta caso não ocorreu num Hospital do Estado nem na urgencia de hospital publico com gestão privada, ocorreu num Hospital Particular.
Um doente internou-se (pelo proprio pé) para ser operado.
Na recepção do Hospital deram-lhe um cartão de VISITANTE.
Depois de uma operação rápida e quando já se encontrava na cama do quarto particular a recuperar da intervenção cirurgica recebeu um telefonema da recepção a intimá-lo a sair imediatamente do Hospital pois a hora da visita já havia terminado há tres horas...
No entanto,a sua acompanhante não foi incomodada !!
Mais palavras para quê?

Wednesday, September 14, 2005

A razão do nome

I"A palavra triticale resulta da conjunção da parte inicial do género Triticum com a parte terminal do género Secale. Trata-se de um híbrido intergenérico. Normalmente estes híbridos são estéreis.Em 1876 foi produzido pela primeira vez no Canadá, mas com pouco sucesso. As plantas eram geralmente inférteis e foram consideradas como meras curiosidades académicas. O aparecimento, em 1937, de um composto capaz de induzir a duplicação cromossómica (a colquicina) veio abrir novas possibilidades. Em 1964 no CIMMYT (Centro Internacional para o Melhoramento do Milho e do Trigo), situado no México, é criado o primeiro triticale com verdadeiro interesse agronómico. A finalidade da obtenção desta nova espécie era associar o elevado teor proteico do trigo à lisina do centeio.É uma cultura alternativa ao trigo mas é ainda necessário melhorar: - O excessivo enrugamento do grão, que tem como consequência uma mais baixo poder germinativo do grão, um menor peso/hectolitro e um menor rendimento em farinha. - A duração do ciclo vegetativo e reprodutivo. Herdou o espigamento precoce do centeio o que lhe confere uma certa susceptibilidade às geadas tardias. Por outro lado o ciclo reprodutivo é muito longo, havendo problemas de falta de água na Primavera. - A palha é muito alta, sendo por isso susceptível à acama. Torna-se por isso necessária a obtenção de variedades de palha mais baixa.

Este blogue pretende ser um camaleão da vida social em todos os seus aspectos, sério, comico, trágico e cultural, profissional.
Em suma, um sucedanêo das coisas reais e chatas da vida vistas do lado "alternativo" e bem humorado do autor (ás vezes!).
Temos uma perspectiva da vida mesquinha e invejosa, mas é preciso encarar tudo de vários ângulos até vermos o lado que nos é mais conveniente para alcançar a felicidade.
"Always looking on the bight side of live" in Monthy Phitons Life of Brian.
O Autor.